Por nicolas.satriano

Rio - Os reflexos da crise no estado chegaram às consultas oferecidas gratuitamente à população pela Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado Rio (Uerj). Esta semana, o serviço foi suspenso por falta de serviço de limpeza no prédio da instituição em Vila Isabel. Cerca de dois mil pacientes deixaram de ser atendidos nas 120 clínicas, segundo estimativa feita pela direção do curso.

“Eu não vou pôr em risco a saúde de nenhum aluno, funcionário, professor ou paciente”, disse ao DIA a diretora Maria Isabel de Souza. Segundo ela, a falta de limpeza e manutenção dos equipamentos interfere diretamente na qualidade dos atendimentos nos consultórios da faculdade.

Cerca de 2 mil pacientes já deixaram de ser atendidos no hospital universitário em Vila Isabel esta semanaDivulgação

A situação chegou a tal gravidade que, para fazer a limpeza dos oito andares do prédio Paulo de Carvalho e Pavilhão Mario Franco Barroso, havia apenas três funcionários. O comunicado foi feito por e-mail enviado pela direção na segunda-feira.

No texto, o problema da limpeza é atribuído ao desalinho em repasse de verba entre o Governo do Estado e a universidade. Desde o ano passado, funcionários terceirizados sofrem com sucessivos atrasos nos salários. Cansados desta situação, muitos decidiram cruzar os braços. Por isso, a instituição vive um novo período de paralisação nos serviços. Procurados pelo DIA, representantes da Construir Arquitetura e Serviços Ltda não foram encontrados. A empresa terceirizada é responsável pelo pagamento dos funcionários de limpeza. Por telefone, foi informado que diretores não têm hora para estar na empresa.

Mudança no socorro ao idoso

O Centro de Trauma do Idoso (CETI), que funcionava no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, mudou de endereço. O serviço agora é oferecido em seis hospitais estaduais: Getúlio Vargas, Alberto Torres, Azevedo Lima, Albert Schweitzer, Adão Pereira Nunes e dos Lagos.

Em nota, a Subsecretaria de Unidades de Saúde da SES explicou que não houve encerramento das atividades do programa e, sim, a descentralização.

O objetivo do programa, lançado em 2012, é realizar cirurgias de fratura do fêmur em idosos, no prazo de 48 horas, aumentando as chances desse paciente retomar suas atividades motoras.

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