Por nicolas.satriano

Rio - Depois de namorar o PDT em fevereiro, o senador Marcelo Crivella se lançou oficialmente como pré-candidato pelo PRB na disputa do ano que vem à Prefeitura do Rio. É a mesma sigla pela qual disputou o governo do estado em outubro de 2014.

Crivella foi o primeiro a lançar sua pré-candidatura, faltando um ano e cinco meses para as eleições municipaisFernando Souza / Agência O Dia

O anúncio ocorreu durante convenção da legenda, em Brasília, onde também foi confirmado o nome do apresentador de Celso Russomanno para concorrer a prefeito de São Paulo. Esta será a terceira vez que Crivella tentará ocupar um cargo no Executivo municipal.

Primeiro pré-candidato a se colocar oficialmente na disputa pela sucessão de Eduardo Paes (PMDB) e embalado com o resultado do ano passado, quando passou pela primeira vez para o segundo turno, Crivella acredita que superou o seu teto eleitoral — número máximo de votos que tradicionalmente recebia nas disputas.

Nas eleições de outubro, na disputa pelo governo do estado, o senador recebeu um terço (1,2 milhão) dos seus 3,4 milhões de votos justamente na cidade do Rio. E a diferença para Luiz Fernando Pezão (PMDB), que acabou eleito, foi de apenas 476 mil votos.

Na interpretação do senador, sua escolha como o nome do PRB para a eleição municipal é “natural”. “Por onde ando no Rio, as pessoas me pedem para ser candidato em 2016”, disse o Marcelo Crivella ao voltar ontem de Brasília.

O DIA apurou que quando ele passou para o segundo turno nas eleições do ano passado o sinal amarelo acendeu na cúpula do PMDB. À época, pesquisas internas do partido apontavam para o descolamento de Crivella da imagem da Igreja Universal, onde é bispo licenciado. Como estratégia para conter seu crescimento, a estratégia foi reforçar a ligação dele com o tio, Edir Macedo, líder da Universal.

De novo, o pré-candidato à prefeitura enfrentará um peemedebista. O mais cotado é o ‘primeiro-ministro’ de Paes, o secretário Pedro Paulo Carvalho, que ainda disputa o PMDB com o deputado federal Leonardo Picciani, filho do presidente fluminense da sigla, Jorge Picciani.

Entretanto, ainda preocupa Crivella, para além da máquina peemedebista na cidade do Rio em 2016, é ter como adversário o ex-jogador Romário Farias, eleito senador em outubro, com 4,7 milhões de votos, e que já se movimenta para garantir o seu nome no PSB.

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