Por paulo.gomes

Rio - A versão de que um adolescente de 14 anos havia sofrido um infarto na manhã de quarta-feira, dentro de uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), em Volta Redonda, mudou totalmente após um exame do Instituto Médico Legal (IML). Na verdade, a morte foi causada por lesões e estrangulamento, após ele ter sido agredido por outros três internos do Centro de Socioeducação Irmã Asunción de La Gándara Ustara.

Segundo nota oficial divulgada nesta quinta-feira pelo Degase, os três adolescentes assumiram o crime após a realização do exame do IML. O interno, Adrian Antônio Francisco, teria sido morto por ter violentado sexualmente uma criança. Ainda de acordo com a nota, tanto o médico como o perito criminal, relataram, num primeiro momento, que se tratava de um mal súbito.

"Os menores agrediram a vítima com pontapés. Após isso, o estrangularam com uma gravata e um lençol. E, ainda, colocaram uma camisa em sua boca para que seus gritos não fossem ouvidos", afirmou o delegado da 93ªDP (Volta Redonda), Luiz Mauricio Armond, ao Diário do Vale.

A Polícia Civil e a Corregedoria estão investigando o caso e os três adolescentes vão responder a novo processo judicial, agora com ato infracional praticado durante o cumprimento de medida socioeducativa.

Ainda de acordo com a polícia, um Inspetor do Degase já prestou depoimento. A delegacia aguarda o resultado da perícia e agentes estão em diligências na busca de outras testemunhas que possam ajudar no caso.

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