Por daniela.lima

Rio - Um grupo de assaltantes roubou na madrugada desta quinta-feira cerca de R$ 200 mil que estavam em um cofre numa filial das Casas Bahia no Centro de Maricá, na Região Metropolitana. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos explodiram o muro de um estacionamento nos fundos da loja e entraram por um portão que dava acesso ao cofre. O dinheiro estava no local desde a semana passada e seria levado do banco por um carro-forte horas depois. 

Fachada da Casas Bahia em Maricá%2C que foi invadida pelos fundos após a explosão cinematográficaDivulgação/ Lei Seca Maricá


Policiais Militares da 4ª Companhia de Maricá foram ao local, mas não conseguiram encontrar os criminosos, que fugiram. Pessoas que passavam pelo local disseram aos policiais que ouviram um grande estrondo, mas alegaram que não viram nada.

O comerciante Carlos Moraes, 31, reclamou do aumento dos casos de violência na cidade. Segundo ele, o fato de Maricá não ter batalhão da Polícia Militar deixa a região sem policiamento efetivo, e pode ser apontado como um dos motivos para o aumento da criminalidade. “Se a gente tivesse o nosso batalhão e não dependesse de Niterói, esse tipo de coisa não iria acontecer aqui. Só nos filmes”, comenta.

De acordo com informações da 82ª DP (Maricá), onde o caso foi registrado, um inquérito foi instaurado para investigar o furto com arrombamento. O gerente da loja foi ouvido e a perícia de local, realizada.

Um perito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) encontrou digitais na região do cofre. Segundo a polícia, isso poderá facilitar a identificação dos criminosos. Ainda segundo a polícia, agentes continuavam ontem na busca de imagens de câmeras de segurança que possam identificar os autores do crime. 

Utilização do artefato é raro no estado

Um especialista ouvido pelo DIA e que pediu para não ser identificado disse que a forma de atuar dos criminosos em Maricá não é comum na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo ele, o uso de explosivos para roubar cofres é registrada em São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

De acordo com o especialista, o material usado nesse tipo de ação, normalmente, é composto por explosivos tipo dinamite conseguida com roubos. “Vez ou outra, um caminhão com esse material é roubado, e os criminosos o usam para este tipo de crime”.

Ainda segundo a fonte, explodir o alvo é uma forma mais fácil de roubar, já que entrar em um cofre exige um conhecimento mais técnico e detalhado, mais difícil e mais demorado. “Em São Paulo, existem equipes de prontidão só na segurança dos cofres. Foi dessa forma que as empresas de lá conseguiram diminuir os índices desse tipo de roubo”, explicou. 

Reportagem: Vinícius Amparo

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