Wi-fi em ônibus da Baixada não funciona

Usuários dos coletivos reclamam que não conseguem se conectar. O DIA testou cinco das 12 linhas da região

Por O Dia

Rio - Cada vez mais comuns em restaurantes, bares, shoppings, livrarias e ambientes de trabalho, as redes wi-fi (com acesso gratuito e sem fio à internet) ganharam espaço em linhas de ônibus da Baixada Fluminense e do Rio desde o ano passado, quando o sistema, que não é obrigatório, passou a ser instalado. Entretanto, os passageiros, que reclamam do serviço, dizendo que a conexão é instável e de difícil acesso. Muitos também não se sentem seguros para usar o wi-fi nos coletivos, que anunciam o serviço através de um adesivo colado no vidro, além da senha de acesso.

A internet de cinco das 12 linhas de ônibus da Baixada foram testadas pelo DIA em menos de uma semana. São elas: 490 (Miguel Couto- Central), 492 (Vila de Cava-Central) e 499 (Cabuçu-Central), todas três da Transportadora Tinguá, e 541 (Pavuna-Nova Iguaçu) e 561 (Santa Rita-Pavuna), da Viação São José.

Morador de Nova Iguaçu%2C Deivid Hilber da Silva%2C de 26 anos%2C diz que não dá para conectar a internet e que o wi-fi é propaganda enganosaEstefan Radovicz / Agência O Dia

A rede wi-fi das linhas da empresa oscila durante as viagens e é preciso iniciar a conexão diversas vezes. Em nenhuma das linhas o resultado é satisfatório.

“O sinal da conexão aparece como muito forte, mas não dá para acessar a internet. O wi-fi acaba sendo fictício. Não existe. É uma propaganda enganosa para atrair passageiros”, reclamou o segurança Deivid Hilber da Silva, de 26 anos, morador de Nova Iguaçu que diariamente embarca nos ônibus da linha 541.

A estudante Maria Eduarda Silva Costa, de 16 anos, se diz viciada em internet, mas conta que não consegue acessar a rede ao entrar no ônibus. “Viajo da Pavuna até Nova Iguaçu e não dá para baixar um e-mail ou uma foto sequer. WhatsApp e Facebook, então, nem pensar”, criticou ela.

De acordo com Sérgio Chagas, responsável pela tecnologia da informação da Viação São José, a operadora telefônica responsável pela internet será trocada em no máximo 20 dias. “Estamos mudando a operadora para melhorar o serviço em 65 carros da frota. Nos ônibus só está funcionando o sinal do roteador”, reconheceu ele.

Na linha 499, que faz o trajeto Cabuçu-Central, da empresa Tinguá, muitos tentam aproveitar o deslocamento para adiantar compromissos profissionais, enviar e receber e-mails ou se divertir em sites de relacionamentos. Mas sem sucesso. “Tento me conectar todos os dias. A internet seria uma boa opção para aguentar esse engarrafamento diário, mas a conexão é zero”, disse o pedreiro Adriano Mesquita, 33.
Procurada para explicar o problema com a internet nos coletivos da frota, a Tinguá não se manifestou sobre o assunto.

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