Por nicolas.satriano

Rio - Está na berlinda a relação entre o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e a Assembleia Legislativa. Nas últimas dez sessões, os deputados derrubaram quase 20% (17) dos 92 vetos do governador. Outros 25 foram retirados de pauta pela Mesa Diretora ou pelos autores. E, nesta terça-feira, mais dez serão votados. Uma reunião de líderes decidirá se o restante voltará à votação.

Uma das leis aprovadas à revelia pela Alerj foi a que pôs fim à revista íntima nos presídios do estado. O deputado Jorge Picciani (PMDB), presidente da Casa, avisou que aprovaria o projeto de Marcelo Freixo (Psol) e André Ceciliano (PT), derrubando o ‘não’ de Pezão.

Picciani nega, porém, haver crise. Segundo diz, nada atinge o governo. Hoje, contudo, duas propostas rechaçadas por Pezão podem onerar o já apertado orçamento do estado.

A primeira, de autoria do ex-deputado Bernardo Rossi (PMDB), de 2011, cria a Secretaria de Estado da Criança e Juventude. Rossi é secretário estadual de Habitação. A outra é a do deputado André Ceciliano (PT), que obriga a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros a armazenarem e a fornecerem registro de identificação dos atendimentos.

“O processo legislativo se completa com a análise dos vetos, que trancam a pauta. Antes, votava-se tudo em bloco. Hoje, vota-se um a um. O governador não está se importando com as derrubadas”, disse Picciani, presidente do PMDB do Rio.

Procurada, a assessoria de Pezão não respondeu até o fechamento desta edição sobre a relação do governo com a Alerj.

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