'A dor é muito grande', diz mãe de jovem morta com um tiro no rosto na Baixada

Homem foi preso suspeito de ser o autor do disparo. Depoimento de testemunhas levou agentes ao acusado

Por O Dia

Lana Caroline%2C de 19 anos%2C foi morta a tiros na Baixada na noite desta quinta-feira%3B polícia investiga participação de ex-namorado no crimeReprodução Facebook

Suspeito de assassinar a jovem Lana Carolina Nobre de Melo, de 19 anos, com um tiro no rosto, na noite de quinta-feira, em Belford Roxo, Baixada Fluminense, Manoel Victor da Costa Cardoso foi preso nesta sexta-feira à tarde. Com base em depoimentos de testemunhas, agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) conseguiram chegar até o acusado.

Lara foi atingida quando tentava defender o namorado, Thiago Costa de Oliveira Miranda, de 25. A jovem foi atingida numa praça na Rua Antônio Lima, no bairro Itaipú. Lana morava a uma quadra do crime, na comunidade Palmeirinha.

A DHBF recebeu informações de que Lana havia saído de casa para encontrar o namorado e, ao chegar próxima ao carro dele, viu um homem fazer disparos para dentro do veículo. Ao ver a confusão, a jovem teria partido para cima do assassino, batendo nele com sua bolsa. Em seguida, ela foi baleada.

Thiago foi ferido com tiros no braço, perna e tórax. Ele foi levado para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, também na Baixada. Em nota, o hospital informou que Tiago foi atendido pelas equipes médicas de ortopedia e cirurgia geral da emergência e submetido a cirurgia durante a madrugada de sexta-feira. O paciente está internado UTI e seu estado de saúde é grave, porém, permanece estável.

Em depoimento informal, de acordo com agentes da DHBF, o suspeito teria sido ameaçado de morte por Thiago. Antes que fosse assassinado, porém, teria decidido reagir. Segundo a polícia, a vítima possui passagem por porte de arma e há suspeitas de que possa ter ligações com milicianos da região.

Segundo a mãe de Lana, Paula de Melo, 35 anos, Lana e Tiago namoravam há cerca de dois anos e meio. “Quando soube do caso, minha filha já tinha morrido. Estou muito abalada. A dor é muito grande. Lana era a mais velha das quatro meninas que tenho. Era uma menina de família e muito querida por todos da vizinhança”, destacou.

Últimas de Rio De Janeiro