Psol decide não reivindicar mandato de Daciolo à Justiça

Por 54 votos a favor e um contra, deputado federal foi expulso do partido

Por O Dia

Rio - Depois de decidir expulsar o deputado federal Cabo Daciolo (RJ), o Psol resolveu abrir mão de reivindicar o mandato dele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eleito em 2014 após liderar uma greve de bombeiros no Rio, Daciolo foi acusado de contrariar o programa do Psol ao tentar incluir Deus na Constituição Federal e ao defender os PMs presos no caso Amarildo.

Evangélico, Daciolo disse que Psol ‘desrespeitou sua liberdade’ religiosaEBC

O afastamento definitivo de Daciolo do Psol foi aprovada em reunião do Diretório Nacional do partido, em Brasília. Foram 54 votos a favor da expulsão — apenas a ex-deputada estadual Janira Rocha se posicionou pela permanência do militar na sigla. A decisão de não reivindicar o mandato dele à Justiça Eleitoral teve um placar mais apertado: foram 31 a 24.

Daciolo lamentou a postura do Psol, no site ‘sosbombeiros.com’. “O Psol me perseguiu, desrespeitou a minha liberdade religiosa e não permitiu que eu pudesse discutir as minhas propostas junto ao partido. Fui discriminado. Mesmo assim, eu os perdoo. Não levo mágoas comigo. Jesus me ensinou a perdoar.Para encerrar, quero reiterar que em qualquer partido político irei honrar a minha fé e defender os militares. Militar também é cidadão”, escreveu Daciolo.

Evangélico, o deputado apresentou proposta para modificar o parágrafo 1º da Constituição, que afirma que “todo poder emana do povo”. Ele queria alterar o texto para substituir o povo por Deus.

Daciolo também entrou em rota de colisão com políticos do Psol que atuam na área de direitos humanos. Em março, ele defendeu a libertação de 12 policiais militares acusados de participar da morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013. Segundo as investigações, Amarildo foi torturado e morto por PMs da UPP da Rocinha.

Com a saída do bombeiro, a bancada do Psol na Câmara cai de cinco para quatro deputados federais.

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