Liberação de prédio em São Conrado deve demorar meses

Representante do Crea afirma que obras de reconstrução do Edifício Canoas será demorada; Moradores tiram pertences do imóvel

Por O Dia

Rio - A rotina dos moradores do Edifício Canoas, em São Conrado, vai demorar para ser retomada. Após a explosão no apartamento 1001, no início da manhã de segunda-feira, o prédio passará por uma ampla reforma que pode demorar meses.

GALERIA: Moradores retiram pertences de apartamentos em São Conrado

GALERIA: Explosão destrói apartamentos em São Conrado 

"As obras demandam tempo. Para alguns acertos básicos, serão necessários, no mínimo, dois meses. Para construir um novo elevador, um mês. É preciso escolher quem fará as intervenções, o que também demanda certo tempo", disse o especialista em grandes estruturas e conselheiro do Crea-RJ, engenheiro Antônio Eulalio.

Nesta terça-feira%2C moradores tiveram acesso aos seus respectivos imóveis no Edifício Canoas%2C em São Conrado%2C para a retirada de alguns pertencesSeverino Silva / Agência O Dia

Pedro Paulo Carvalho, secretário municipal de coordenação de governo, afirmou que até a próxima quinta-feira o prédio deve ser liberado para o local passe por uma perícia de uma empresa particular contratada pela administração do condomínio.

"Hoje o prédio está interditado por responsabilidade da Prefeitura. Vamos fazer toda essa limpeza, tirar todos os escombros da explosão. A partir de amanhã ou no máximo até quinta-feira, entregaremos os prédios de volta a seus proprietários. Ai começa uma nova etapa", disse.

'Minha mãe só volta quando tudo estiver certo', diz filho de moradora

No início da tarde desta terça, os donos dos imóveis tiveram autorização para entrar em seus apartamentos e retirar alguns pertences. Filho da moradora do apartamento 904, o corretor de seguros Mário Feliciano agradeceu que sua mãe não estava no local no momento do acidente.

Limpeza ao redor do prédio onde ocorreu explosão na última segunda-feiraSeverino Silva / Agência O Dia

"Por sorte a minha mãe estava viajando, mesmo sendo que a única coisa destruída é a porta que os bombeiros arrombaram para ver se tinha algo dentro. Mas só vou deixar a minha mãe voltar quando tudo tiver 100% certo", garante.

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Ele disse ter ficado impressionado com o cenário de destruição do apartamento 901. "O que mais me impressionou foi que o apartamento 901 (abaixo de onde aconteceu a explosão). Está totalmente destruído. Não tem parede, nem teto, nem nada", relata.

Empresário alemão segue internado em estado grave

O alemão Markos B. Maria Muller, de 51 anos, morador do apartamento onde houve a explosão, segue internado em estado grave. Ele está no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, com mais de 50% do corpo queimado. Markos teve queimaduras na face, no pescoço, no tórax e no abdômen, além de ter sofrido lesões nos membros superiores e inferiores.

De acordo com o subsíndico do edifício de número 30 da Rua General Olímpio Mourão Filho, José Andreada, de 74 anos, Markos seria empresário de jogador de futebol. Ele afirmou que o alemão mora com um garoto de aproximadamente 12 anos, mas que não estava no apartamento na hora do acidente.

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