Moradores só vão voltar a morar em prédio de São Conrado em três meses

Segundo engenheiro que assumirá a reforma no edifício, habitação em imóveis mais afetados vai demorar ainda mais

Por O Dia

Rio - O engenheiro civil Antero Jorge Parahyba, que assumirá a reestruturação do edifício Canoas — onde houve uma explosão nesta segunda-feira no apartamento 1001 —, em São Conrado, Zona Sul do Rio, afirmou que os moradores só poderão voltar a morar no edifício daqui a três meses.

'Explosão em apartamento foi criminosa', diz vítima

Segundo o engenheiro, esse é o prazo para os proprietários de imóveis menos afetados. Já aqueles que tiveram mais danos em seus apartamentos poderão levar mais tempo para habitar novamente o local. O prédio ficará aberto para que as pessoas possam pegar seus pertences, no entanto, a habitação definitiva levará esse tempo até que todas as obras estruturais no local sejam concluídas. 

Secretário Executivo de Coordenação de Governo%2C Pedro Paulo Carvalho esteve no prédio nesta quarta-feiraPaulo Araújo / Agência O Dia

"A partir de agora haverá um plano para revirificar instalações e restabelecer outras instalações. Vamos recompor o piso do 10º e 11º andares. Para a realização dessas obras, teremos que interditar alguns andares", declarou Parahyba, que acrescentou: "A habitação dos moradores vai ser feita aos poucos, os menos atingidos voltarão antes. Já a dos mais afetados vai demorar mais".

Nesta quarta-feira, a Defesa Civil Municipal vai demolir uma parede do apartamento 901. Após o trabalho, o edifício será liberado para que o engenheiro contratado pela administradora do prédio assuma as obras.

A prefeitura prometeu ainda aos moradores que a Guarda Municipal ficará no local por tempo indeterminado para garantir a segurança na região. 

Nesta terça-feira%2C moradores tiveram acesso aos seus respectivos imóveis no Edifício Canoas%2C em São Conrado%2C para a retirada de alguns pertencesFoto%3A Severino Silva / Agência O Dia

Polícia tenta identificar suspeito de causar explosão

A Polícia Civil informou nesta quarta-feira que já solicitou as câmeras de segurança do Edifício Canoas para apurar a informação de que a explosão no apartamento 1.001, na última segunda-feira, foi realmente criminosa. O alemão Markus Bernahad Maria Muller, de 51 anos, afirmou aos médicos do Hospital Municipal Miguel Couto, onde estava internado, que um homem invadiu o imóvel, o feriu com uma faca e disse que "explodiria tudo".

Os policiais da 15ª DP (Gávea) trabalham com a hipótese de que um garoto de programa teria estado no apartamento na noite anterior da explosão. A proprietária do imóvel já prestou depoimento na terça-feira. Além disso, os agentes aguardam a recuperação do empresário, que continua em estado grave no Centro de Tratamento para Queimados, no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, para que ele seja ouvido.

Com todos os relatos, a Polícia Civil segue trabalhando com três hipóteses: assalto, tentativa de suicídio ou distúrbio emocional. A suspeita de assalto é reforçada pelo encontro de uma mangueira do aquecedor. O objeto estava intacto e pode ter sido retirado para provocar vazamento.

No entanto, a polícia também investiga a informação da CEG à Agência Reguladora de Energia e Saneamento do Rio (Agenersa) de que seis dias antes da explosão o consumo de gás do apartamento de Markos aumentou o equivalente a quatro vezes da média mensal. O prédio será liberado pela Defesa Civil amanhã. O reparo deve demorar três meses, segundo o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ).

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