Polícia investiga desaparecimento de professor de MMA em Maricá

Logo após sair para pegar dinheiro emprestado com um amigo, Jorge Valente envia mensagem para a esposa dizendo ter sido sequestrado e achava que iria morrer

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil está investigando o desaparecimento do professor de MMA Jorge Valente, de 49 anos, que aconteceu na última sexta-feira, em Maricá, na Região dos Lagos. Morador de Niterói, ele estava promovendo no município uma competição de artes marciais. De acordo com sua esposa, Jorge saiu para pegar dinheiro com um desconhecido para pagar os atletas e não retornou mais. No entanto, por volta das 21h, ela recebeu uma mensagem em que ele afirmava ter sido sequestrado.

O professor de MMA Jorge Valente está desaparecido desde a última sexta-feira%2C quando foi pegar um dinheiro emprestado com uma pessoa desconhecida da famíliaReprodução Facebook

"Mais uma vez deu tudo errado sinto muito. Diga a meu filho que eu o amo muito. Estou na mala de um carro sequestrado e acho que eles querem me assassinar", dizia o texto.

Laisa Regina, esposa de Jorge Valente, registrou o caso na 82ªDP (Maricá). No entanto, o caso agora está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH) de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

"No momento ele não tinha esse dinheiro e no desespero, começou a ligar para um, para outro pedindo esse dinheiro emprestado. Foi quando ele disse para a minha cunhada que havia conseguido o dinheiro com um colega", disse para a Rede Record.

Jorge Valente mandou uma mensagem para a esposa onde ele dá a entender que seria assassinadoReprodução / TV Record

Pouco antes do evento começar, os lutadores, diferentes do que estava no contrato, reivindicaram receber o pagamento de R$ 300 antes do evento. De acordo com a esposa do professor, esse foi o motivo dele ter tentado um empréstimo.

"Ele pagaria os lutadores com o dinheiro da entrada, mas isso não foi possível, pois os lutadores quiseram receber antes do evento. Nessa altura do campeonato a gente vai perdendo a esperança (dele estar vivo)", finaliza.

Últimas de Rio De Janeiro