Advogado de Maricá tinha plantação de maconha em casa

Ele trabalharia atendendo pessoas que fazem uso medicinal da droga

Por O Dia

Plantas em estufas improvisadasRomário Barros / Lei Seca Maricá

Rio - Trinta pés de maconha foram apreendidos na manhã de ontem numa casa no Morro do Clan, a dois quilômetros do Centro de Maricá. Segundo a polícia, uma denúncia anônima levou agentes da 82ª DP (Maricá) até o local.

Na casa, os policiais civis encontraram, além dos pés de maconha, uma estufa e fertilizantes. Eles acharam ainda, livros sobre o uso medicinal e história da droga no Brasil.

O dono da plantação, segundo a polícia, é um advogado de 40 anos. Ele trabalharia profissionalmente atendendo pessoas que fazem o uso medicinal da droga. Ao chegar ao local, estavam apenas a mãe e a esposa do jurista. Ele havia embarcado para São Paulo durante a madrugada.

De acordo com o chefe de investigações da 82ª DP, José Renato de Oliveira, em contato via telefone com sua mãe, o advogado disse que se entregaria.

“Ele se entregou no mesmo dia, durante a tarde. Ricardo se apresentou na delegacia e foi indiciado na lei de entorpecentes. Ele vai responder ao inquérito em libertade. Posteriormente, o titular Júlio Mulatinho, vai encaminhar seu depoimento à Justiça.

Menos de 30 plantas

Numa entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o advogado afirmou que atende legalmente diversas pessoas que fazem uso medicinal da maconha. Além disso, o jurista afirmou ainda que só é traficante quem tem mais de 30 plantas em casa.

“Ter várias plantas em casa é absolutamente normal. Para ser traficante, é preciso ter dezenas, de 30 a 40”, afirmou o advogado, na reportagem.

A ação foi coordenada pelo delegado Júlio Mulatinho e o caso foi registrado na própria 82ª DP.

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