Justiça condena acusados de vender remédios falsos para tratar câncer

Sentença da 32ª Vara Criminal do Rio condenou três acusados a 10 anos de prisão e outro envolvido no esquema a 11 anos

Por O Dia

Rio - A Justiça do Rio condenou quatro acusados de participarem de um esquema de falsificação e venda de remédios para de câncer. Em sua decisão, o juiz da 32ª Vara Criminal da capital, Alexandre Abrahão, aplicou a pena de 10 anos de prisão a Jorge Otto Quaresma, Carlos Fernando Ferreira de Oliveira e Dhair Fernandes Filho.

Outro acusado de participar da quadrilha, Miguel Ângelo Santos Jacob foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão. Ele era o dono da empresa que fazia a distribuição do remédio Glivec, usado no tratamento de leucemia. A quadrlha falsificava o medicamento, cuja caixa chegava a custar R$ 10 mil. O remédio não possuía o princípio ativo do original e, segundo os especialistas, podendo colocar os pacientes em risco. 

A quadrilha foi descoberta em 2007, em investigação da Polícia Federal, após médicos do Rio Grande do Sul e da Bahia denunciarem o caso à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 

O processo correu no Rio porque os medicamentos falsificados saíam da distribuidora Nova Vitória, que fica no estado. Condenado com a maior pena, Miguel Ângelo era o dono da empresa. De São Palo, Dahir Fernandes Filho vendia o remédio para ele. Outra distribuidora localizada no Rio, a Onconel, também comercializava o medicamento falsificado. O dono desta última era Carlos Fernando. Já o outro membro do grupo, Jorge Otto, era responsável pelas comercializações. 

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