Prefeitura do Rio pede férias coletivas durante a Olimpíada

Objetivo é reduzir deslocamento nas ruas

Por O Dia

Rio - O presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Joaquim Monteiro de Carvalho, e o secretário de Governo da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho, apresentaram ontem pela manhã, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o plano logístico urbano para as Olímpíadas de 2016.

Para evitar engarrafamentos, intenção da prefeitura é reduzir em 30% o deslocamento entre casa e trabalho de cariocas e fluminensesEstefan Radovicz / Agência O Dia

A expectativa é que, durante os Jogos, a cidade receba 70 mil voluntários, 15 mil atletas de 204 países, 37 mil jornalistas e mais de cem chefes de estado. E a intenção da prefeitura é reduzir em 30% o deslocamento entre casa e trabalho de cariocas e fluminenses que vêm diariamente à capital.

Joaquim Monteiro de Carvalho apresentou o pacote de medidas que inclui férias escolares em agosto, férias coletivas para grandes empresas e chegada intercalada dos funcionários e criação de feriados.

O primeiro será no dia 5 de agosto, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, uma sexta-feira, e o segundo no dia 18, quinta-feira, data da competição de triatlo em Copacabana.

“Em agosto serão as férias escolares nas redes pública e privada. Vamos encorajar as grandes empresas a fazer férias coletivas e chegada intercalada. Um grupo entra às 8h, outro às 10h e um terceiro às 11h. E os dois feriados também já foram decretados. Tudo para minimizar o impacto no transito da cidade”, explicou Joaquim Monteiro de Carvalho.

Ideia é manter cariocas na cidade

Joaquim Monteiro de Carvalho disse ainda que a oferta de quartos de hotéis vai chegar a 37 mil, quase o dobro do existente em 2010, quando a rede hoteleira tinha 19 mil vagas.

Ao contrário do que aconteceu nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando os moradores foram convidados a deixar a cidade para não atrapalhar a logística do evento, no Rio a ideia é que a população participe da festa.

“Temos um desafio enorme de logística e de operação, que não é exclusividade do Rio. Todas as cidades olímpicas têm esse desafio. Londres pediu para os seus cidadãos viajarem. Eles não curtiram as Olimpíadas. E a gente não quer isso. Queremos que o carioca aproveite, viva esse momento único e memorável da cidade”, explicou.

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