Manifestantes organizam festa junina na porta da Câmara Municipal de Itaguaí

Protesto foi uma forma bem-humorada da população se manifestar contra a decisão da Casa de não cassar prefeito

Por O Dia

Rio - Um grupo de manifestantes resolveu fazer uma festa junina na porta da Câmara Municipal de Itaguaí, na Baixada Fluminense, como forma bem-humorada de protestar contra a não cassação do prefeito Luciano Carvalho Mota (licenciado do PSDB). Afastado do cargo pela Justiça, acusado de chefiar quadrilha que desviou dinheiro dos royalties do petróleo e do Sistema Único de Saúde (SUS), Mota não teve o pedido de impeachment aprovado pela maioria dos vereadores em sessão na Câmara.

Nesta sexta-feira, em frente à Câmara, os manifestantes anteciparam uma festa junina com tudo o que se tem direito: salsichão, canjica, pipoca, milho cozido, churrasquinho e muita animação. “A quadrilha fica por conta da Câmara”, dizia Chris Gerardo, diretora do Sindisprev de Itaguaí e líder do grupo de ativistas.

Manifestantes fizeram festa junina antecipada%3A ‘Quadrilha fica por conta da Câmara’%2C disse Chris GerardoDivulgação

Chris afirma que os manifestantes estão cobrando mais ação da Polícia Federal e que enquadre parte dos vereadores que impede o impeachment de Mota. Na semana passada, nove dos 17 vereadores votaram contra a cassação, mantendo indefinida a situação de Weslei Pereira (sem partido), vice que assumiu como prefeito em exercício. “Nosso protesto é bem-humorado. Todas essas comidas típicas serão de graça para a população, mas queremos que se faça justiça. Não é possível que um prefeito que fez o que fez ainda tenha a maioria.”

Segundo ela, desde que resolveu acampar na Câmara, o grupo vem sofrendo intimidação. “Apesar de ser terminantemente proibido, vimos gente armada nas sessões e alguns vereadores estão filmando os manifestantes.”

Para o presidente da Câmara, Nisan César (PSD), a manifestação faz parte da democracia. “A Câmara é a casa do povo. Quem paga nossos salários é o povo. Fico triste pela desmoralização dos colegas. Eu gostaria que eles entendessem que estão perdendo um momento histórico para resolver tudo isso.”

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