Mulher alcoolizada que furou blitz da Lei Seca é condenada a pagar R$ 52 mil

Ela fugiu para prédio onde morava, na Zona Sul, resistindo à prisão, desacatando policiais e tentando suborná-los

Por O Dia

Rio - A Justiça condenou Christiane Ferraz Magariños a pagar R$ 52 mil por ter dirigido embriagada, furar uma blitz da Lei Seca e por, ao ser pega, desacatar e tentar subornar os agentes. Em depoimento, um policial que participou da prisão da motorista revelou que ela disse que o caso não daria em nada porque "ela tinha dinheiro e influência."

A sentença foi dada nesta quinta-feira pelo juiz Alberto Fraga, da 17ª Vara Criminal. Ela foi condenada pelo crime, cometido em fevereiro de 2013, a três anos e 25 dias de prisão, em regime aberto. Christiane terá que pagar 22 dias-multa, no valor de três salários mínimos cada dia-multa, totalizando R$ 52 mil.

RELEMBRE O CASO: Comerciante fura blitz da Lei Seca e é presa no Flamengo

Mulher acusada de furar blitz ofendeu policiais%2C tentou suborna-los e disse que o caso "não daria em nada"Osvaldo Praddo / Arquivo / Agência O Dia

"Os depoimentos do policial militar Edson Machado e da delegada Verônica Stiepanowz não deixam dúvida da oferta de vantagem indevida, para a omissão de ato de ofício, consistente na condução da acusada para lavratura do auto de prisão em flagrante. O referido policial militar afirma em seu depoimento em Juízo que a acusada, o tempo todo, ostentava sua condição de rica”, disse o magistrado na decisão. 

A comerciante foi preso após furar a blitz da Lei Seca que era realizada no Flamengo, na Zona Sul. Ela foi perseguida por policiais militares até o prédio onde morava. No momento da abordagem, na entrada da garagem, a mulher desobedeceu a ordem para apresentar os documentos, desacatou e tentou subornar os agentes.

A denúncia contra Christiane Ferraz foi feita Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pelos crimes de resistência, desobediência (por duas vezes), desacato (por três vezes), corrupção ativa e ainda pela coação durante o curso do processo. Nela, o MP alega que a acusada "considera-se em posição de superioridade em relação a pobres e favelados", tendo repetido no dia da prisão diversas vezes que o caso não seria levado adiante porque ela tinha dinheiro e influência.

“Os policiais militares ouvidos e a delegada de polícia foram uníssonos em afirmar que a flagrada apresentava claros sinais de embriaguez, como hálito etílico, olhos vermelhos, andar desequilibrado, afora o destempero e a agressividade observados. Não por menos, a delegada encaminhou a acusada para o IML, para realização de exame clínico ou perícia, hábeis a atestar a embriaguez. Há, além disso, a demonstração de que a acusada tentou descartar uma lata e uma long neck, ambas de cerveja, na lixeira da garagem de seu prédio, conforme confirmado por todos os militares envolvidos”, ressalta o juiz Alberto Fraga. Entretanto, ela foi absolvida dos crimes de desacato e do delito de coação no curso do processo.

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Christiane foi condenada a pagar R%24 52 mil por crimes cometidos%2C entre eles furar a blitz e tentar subornar os policiaisOsvaldo Praddo / Arquivo / Agência O Dia


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