Refém lembrou do sequestro do 174: 'Achei que não fosse sair viva'

Segundo a delegada da 12ªDP, homem que sequestrou ônibus em Copacabana neste domingo não estava armado

Por O Dia

Rio - A técnica de enfermagem Leila Lima, de 26 anos, que foi feita refém durante sequestro do ônibus 125 (Central x General Osório), na manhã deste domingo, em Copacabana, lembrou do ocorrido com o coletivo da antiga linha 174, que foi sequestrado no Jardim Botânico há 15 anos e resultou na morte do sequestrador Sandro Barbosa do Nascimento e da professora Geísa Firmo Gonçalves.

"Achei que não fosse sair viva dessa, lembrei da história do 174", falou ela muito nervosa. A passageira estava voltando do trabalho, quando o homem a pegou e a levou para o banco de trás do veículo e a pôs em seu colo. Segundo depoimento da vítima, em momento nenhum o acusado menção de matar alguém. Ele só queria a presença da imprensa. 

Passageira que foi feita refém saiu da delegacia muito abaladaJoão Laet / Agência O Dia

As pessoas que estavam presentes não sabiam se o acusado estava armado, pois ele estava com a mão dentro da camisa. O motorista apenas diminuiu a velocidade do veículo, quando percebeu o ocorrido e acabou saindo da rota e parando na Rua Hilário de Gouveia, quando o homem se entregou para a polícia.

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Havia cerca de 15 pessoas dentro do veículo, e antes de o motorista sair da rota, o acusado deixou cerca de 10 passageiros irem embora, segundo informou a delegada Thaiane Moraes da 12ª DP (Copacabana). A delegada ressaltou que o acusado não estava armado e estava sob efeito de drogas. "Em momento algum ele ameaçou matar ninguém, ele só queria que chamassem a imprensa", concluiu ela.

Homem que sequestrou um ônibus e fez uma passageira refém apenas queria a presença da imprensaDivulgação

De acordo com o motorista do veículo, o homem entrou seis pontos depois da Praça do Lido, por volta das 10h deste domingo. Após fazer a mulher refém, ele anunciou o que queria e pediu para que chamassem a imprensa. "Ele só queria aparecer", disse Edson Pacheco de Souza, de 58 anos.

O acusado vai responder pelos crimes de cárcere privado e por impedir a circulação de transporte público. Ele poderá ser liberado se pagar fiança, que ainda será calculada. Se for condenado, o acusado pode pegar até 5 anos de prisão.

O assaltante entrou no ônibus da linha 125 (Central - General Osório) quando o coletivo passava pelo bairro de Copacabana com apenas seis passageirosDivulgação / WhatsApp do DIA (98762-8248)



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