Após sete anos, caso Patrícia Amieiro ainda não tem definição

Familiares ainda aguardam que a Justiça marque o julgamento dos policiais militares denunciados por homicídio e fraude processual

Por O Dia

Rio - O desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro completa sete anos amanhã. Para lembrar a data, os pais dela foram ao último local em que ela foi vista com vida e levaram flores. Eles ainda aguardam que a Justiça marque o julgamento dos policiais militares denunciados por homicídio e fraude processual.

De acordo com os familiares de Patrícia, eles voltam ao local todos os anos para evitar que o caso seja esquecido. A engenheira sumiu no dia 14 de junho de 2008, na entrada da Barra da Tijuca. No local foi construída uma praça, que será transferida de lugar.

A engenheira sumiu no dia 14 de junho de 2008, na entrada da Barra da TijucaDivulgação

Com uma obra na pista do viaduto, o jardim será transferido de lugar. Batizado de Jardim Patrícia Amieiro, o novo local será inaugurado em julho, junto com o lançamento de um livro que conta a história de Patrícia.

"Toda renda do livro será doada para um novo projeto que está sendo realizado por familiares de vítimas da violência, que tem como objetivo pintar nas ruas das cidade uma cruz padronizada vermelha no lugar onde a pessoa for morta, fazendo com que o caso nunca caia no esquecimento e mostrando a sociedade que vivemos em uma campo minado", disse Adryano Franco, irmão de Patrícia.

Segundo a família, o processo que trata do desaparecimento de Patrícia está no Supremo Tribunal Federal. Eles aguardam que o processo seja devolvido a Justiça do Rio de Janeiro para que o julgamento seja marcado. São réus os PMs Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luís do Nascimento, que respondem por homicídio e fraude processual; e os PMs Fávio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos, que respondem por fraude processual.

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