Por felipe.martins

Rio - A catedral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ficou pequena ontem para as centenas de fiéis que lotaram a missa celebrada pelo cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, em homenagem ao dia de Santo Antônio. Independentemente de sexo, gênero e idade, os devotos compartilhavam o mesmo pedido: encontrar um companheiro.

“Sou devoto de Santo Antônio e vim pedir um namorado”, disse o universitário Jeorge Alberto, de 26 anos. E ainda reforçou. “Pode dizer isso mesmo, namorado”, falou, sonhando com o futuro amor. Já o seu amigo, o bilheteiro Marcio Valle, de 37, foi além e pediu logo um casamento ao santo.

Dom Orani%3A fé em Nova IguaçuSeverino Silva / Agência O Dia

“Peço pelo meu filho Bernardo, que tem 23 anos e está sozinho. Além de bênção para o meu casamento, que já dura 26 anos”, conta a psicóloga Adiléia Cardoso, 57. A dona de casa Maria Cavalcante, 76, desejava o mesmo para a filha Sandra, de 51. “Como a missa está cheia demais, preferimos ir à procissão. De lá vamos acenar para Santo Antônio. Hoje ele vai enxergar minha filha!”, brincava ela, enquanto Sandra ria.

Para simbolizar o espírito de compaixão pelo próximo destacado na missa, a tradicional distribuição de pães ocorreu logo após a cerimônia. O ritual foi seguido em outras paróquias, como a que leva o nome do santo, na Rua dos Inválidos, no Centro do Rio. Por lá, 30 mil pãezinhos foram dados aos quatro mil fiéis que passaram por lá.

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