Homem é encontrado morto na Praça Seca

Vítima seria o traficante conhecido como Rato, suspeito de ter atirado na cabeça de uma menor de 14 anos por ela se recusar a fazer sexo com ele

Por O Dia

Rio - Suspeito de ter atirado contra uma adolescente de 14 anos na manhã da última quinta-feira, o traficante conhecido como Rato, de 22 anos, foi encontrado morto na noite da última sexta-feira na Rua Barão, um dos principais acessos ao Morro São José Operário, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. A vítima tinha marcas de tiros.

Segundo policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) ele é acusado de, ter atirado contra uma adolescente A., de 14 anos, que teria se recusado a ter relações sexuais com o bandido porque ele estava 'fedendo' e 'sujo'. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a jovem está internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ela passou por cirurgia ainda nesta quinta-feira quando chegou na unidade transferida do Hospital Municipal Lourenço Jorge (HLJ), na Barra da Tijuca, para aonde foi levada inicialmente.

A. e outras três amigas, todas com idades entre 14 e 15 anos, moradoras da comunidade Rio das Pedras, teriam aceitado realizar um programa com criminosos da comunidade, em troca de R$ 100 e drogas. A 28ª DP (Campinho) investiga o caso.

Uma das meninas, L., relatou a policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), ainda no HLJ, que as quatro garotas chegaram a um barraco no alto da favela por volta de 1h30. Pouco depois, o bandido teria entrado com uma pistola na cintura. Após se relacionar com uma das meninas, o acusado teria partido, ainda na sala, em direção à vítima, que “teria recusado a aproximação ao sentir seu cheiro”. Rato colocou então a pistola na cabeça de A. e disparou.

O bandido fugiu ao ver a menina caída no sofá. Foram as amigas que acionaram o Samu. Em depoimento, a mãe da vítima contou que a filha não estudava, mas trabalhava há pouco tempo em uma loja de roupas na comunidade. Os investigadores tentam encontrar as outras meninas. A Vara da Infância e Juventude também foi acionada para acompanhar o caso.

Reportagem com informações de Felipe Freire e Marcello Victor

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