Representantes de aplicativo 'Resolve Aí' deverão se explicar na Alerj

Audiência pública foi marcada após denúncias de prestação de serviço irregular em shoppings e aeroportos

Por O Dia

Rio - Os representantes pela administração do aplicativo "Resolve Aí", que presta serviços de transporte de passageiros sem autorização da prefeitura, deverão se explicar em audiência pública na Assembleia Legislativa (Alerj) na próxima segunda. O ultimato foi feito após denúncias de que o app foi usado no aeroporto Tom Jobim, no Galeão. 

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Responsáveis por aplicativo 'Resolve Aí' participarão de audiência pública na Alerj Reprodução Internet

"Queremos saber, por exemplo, de onde partiu a autorização para que o aplicativo 'Resolve Aí' loteasse áreas como aeroportos e shoppings. Outra dúvida diz respeito de como é feito o cadastramento dessas pessoas, se pelo site, na sede da empresa, quais os critérios adotados para que o motorista faça parte da frota e se houve licitação para que o aplicativo ocupasse essas áreas. Tudo isso é importante que seja esclarecido, já que envolve a profissão legalizada de taxistas, regulamentada desde 2013 através da lei n° 6504. Todo mundo tem o direito de trabalhar, mas de forma legal", explicou o deputado Dionísio Lins (PP) e vice-presidente da Comissão de Transportes da Alerj.

Dionísio lembrou também que já tramita uma ação de autoria da Comissão na Promotoria de Tutela Coletiva da Defesa do Contribuinte do Ministério Público, solicitando que o Ministério Público averigue com rigor o aplicativo, além de cessar suas atividades.

Outra situação que chamou a atenção do parlamentar foi o fato do aplicativo não poder ser baixado em smartfones como a maioria. "A profissão de taxista já é regulamentada em nosso estado. Nossa finalidade não é a de acabar com os aplicativos que realmente utilizam as vias legais para funcionarem; mas existem pessoas que estão se aproveitando dessa nova onda pra tentar arrecadar", disse.

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Recentemente, o aplicativo de caronas remuneradas "Uber", criado por uma empresa americana, gerou manifestações e clima de tensão em pelo menos quatro capitais brasileiras. 

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