'Um celular custou a vida dele', diz irmã de promotor esfaqueado em Pilares

Gustavo Alves, de 35 anos, tinha apenas R$ 20 na mochila, que não foi levado. 'Minhã mãe está em choque', revelou Joice

Por O Dia

Rio - Segunda vítima esfaqueada e morta durante um assalto em um mês, Gustavo Alves, de 35 anos, tinha apenas R$ 20 na mochila quando foi abordado e morto, valor este que nem foi levado. Apenas o aparelho celular do promotor de vendas foi roubado pelo bandido. Ele foi abordado por volta das 13h30 desta quarta-feira quando seguia para um dos cinco supermercados que visitava durante sua jornada de oito horas de trabalho, quando foi abordado perto da Favela Fernão Cardim, em Pilares, que fica colada à Linha Amarela. Ele morreu no local.

De acordo com Joice Alves, irmã da vítima, a vida de Gustavo custou apenas o celular que a vítima usava como instrumento de trabalho. "O dinheiro, R$ 20, ficou na mochila. Levou só o celular dele. O celular custou a vida dele", disse.

Gustavo foi morto com facada em Pilares quando seguia para o trabalhoReprodução

O corpo de Gustavo está no Instituto Médico Legal (IML), mas a família não sabe quando vai liberá-lo para o enterro, pois disse não ter o dinheiro e a empresa que a vítima trabalhava há quatro meses não quer arcar com as despesas.

"A empresa disse que não vai arcar com tudo porque ele não estava em horário de trabalho. Indo de um mercado para o outro, uniformizado e tudo. Como pode?", desabafou Joice Alves. A mãe deles de 60 anos está muito abalada e sem saber o que fazer. "Ela está em choque, ainda mais agora sem sabermos como vamos fazer o enterro."

Joice espera que a morte de seu irmão não caia no esquecimento. "Dá um ódio da impunidade. Cadê os governantes? Cadê? Ninguém aparece. Só aparecem para falar de obras. A violência está demais. É de tiro, de faca, o que é isso? Matando gente inocente. Isso é um absurdo" desabafou.

A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso. Segundo informações, não câmeras de segurança no local, o que pode dificultar a identificação do criminoso. Testemunhas estão sendo ouvidas na delegacia e agentes realizam diligências em busca de informações sobre o crime.

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