Por felipe.martins

Rio - O prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse ser “natural” sua candidatura ao governo do Estado do Rio em 2018. A afirmação foi feita durante o programa ‘De Cara’, da rádio FM O Dia, comandado pelo jornalista Leo Dias, pela atriz Antonia Fontenelle e pelo locutor Dedé Galvão, na noite de quarta-feira.

Paes é apontado como eventual candidato à Presidência da República por caciques do PMDB. Seu nome é lembrado com frequência também como vice numa chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula. Na entrevista, ele se disse lisonjeado com a lembrança de seu nome para disputar a presidência, mas argumentou que o caminho normal, “se tudo for feito direito”, é a disputa pelo Palácio Guanabara.

Eduardo Paes trabalha para que o ex-jogador Romário apoie o secretário Pedro Paulo nas eleições de 2016Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

“Quero curtir a prefeitura do Rio até 31 de dezembro de 2016. Se eu fizer tudo direito, o mais natural é ser candidato a governador. Não tem candidato que eu não enfrentaria”, afirmou. O clima descontraído da entrevista deixou o prefeito suficientemente à vontade para revelar que, na adolescência, roubou o carro da mãe e dirigiu sem habilitação. Quando a pauta foi a política, Paes teceu elogios ao ex-governador Sérgio Cabral, com quem disse “conversar muito” em busca de conselhos.

Para as eleições de 2016, reforçou o nome do supersecretário de seu governo Pedro Paulo Carvalho como sucessor e afirmou ainda que espera contar com o apoio do senador Romário (PSB-RJ). O ex-jogador é apontado como pré-candidato à prefeitura. “Ele é um dos caras mais inteligentes que eu conheço. Foi um cara muito sagaz que o povo do Rio colocou em Brasília. Torço para ele apoiar o Pedro Paulo.”

Perguntado sobre sua maior decepção na política, ele não titubeou e disse o nome do ex-secretário Rodrigo Bethlem, suspeito de ter se beneficiado de contratos feitos entre a prefeitura e Ongs. “Não tive nenhum contato com ele depois do escândalo. Não há o que tratar.”

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