Local onde médium foi assassinado não possuía câmeras de segurança

Segundo presidente do Lar Frei Luiz, 32 câmeras começaram a ser instaladas há um mês, mas apenas 19 foram colocadas

Por O Dia

Rio - As câmeras de segurança que começaram a ser instaladas há cerca de um mês no Centro Espírita Lar Frei Luiz, na Taquara, não devem ajudar na elucidação da morte do médium Gilberto Arruda, encontrado morto em seu quarto na última sexta-feira.

Médium Gilberto ArrudaReprodução

De acordo com o presidente do centro, Wilson Vasconcelos, os 19 equipamentos já instalados ficam do lado oposto de onde aconteceu o crime. A parte do terreno que fica a casa em que Gilberto dormia, na parte à direita, ainda receberão outras 13 câmeras.

A perícia complementar da Polícia Civil, que começou às 10h45, já dura mais de três horas. Além da perícia realizada no quarto onde Gilberto foi encontrado morto e amarrado a sua cama, testemunhas, entre parentes e funcionários, estão sendo ouvidas no lar. Embora nenhuma hipótese para o crime esteja descartada, há indícios de que o assassino possa ter entrado no local por uma trilha na mata.

Médium registrou queixa contra ex

Em 2011, Gilberto Arruda já havia registrado uma ocorrência por ameaça contra uma ex-namorada. Ele também teria sido ameaçado recentemente por meio de cartas.

Na manhã de sábado, cerca de 500 pessoas, entre parentes e amigos, se despediram do médium. O corpo dele foi enterrado nos jardins do centro espírita. No domingo, a casa reabriu e duas mil pessoas estiveram no local, onde um grupo se reuniu para fazer orações pelo médium.

Gilberto vivia em uma casa no terreno do sítio com a mulher — que dormia em outro quarto e encontrou o corpo pela manhã — e a sogra. A portaria tem câmeras e seguranças 24 horas. Ele frequentava o local, onde eram realizadas cirurgias espirituais, desde os 6 anos de idade.

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