'Meu marido não merecia isso', diz esposa de homem morto em Madureira

Flávio Hilário Souza foi executado na manhã desta quinta-feira; automóvel aonde a vítima estava tinha cerca de 20 tiros

Por O Dia

O carro dirigido por Flávio Hilário Souza%2C de 50 anos%2C foi atingido por mais de 20 tiros na manhã desta quinta-feira, em MadureiraDivulgação

Rio - A Divisão de Homicídios (DH) da Capital investiga a morte de Flávio Hilário Souza, de 50 anos. Ele foi executado com mais de 20 tiros na manhã desta quinta-feira, em Madureira, prata realizaram os disparos. Familiares disseram que a vítima não tinha envolvimento o crime.

"Eu chego aqui e deparo com isso (marido morto). Meu marido não merecia isso", desabafa a viúva de Flávio, Patrícia Anastácia Souza, ao RJTV.

Por volta das 8h, Flávio Hilário, que morava em Costa Barros, trafegava pela Rua Conselheiro Galvão, quando os criminosos dispararam contra o carro. A cunhada da vítima disse que ele diariamente fazia esse trajeto a caminho do trabalho, no Recreio dos Bandeirantes.

"Estava indo para trabalhar. Ele passava aqui todos os dias. O Flávio era técnico de refrigeração e gerente da loja onde trabalhava", afirma Denise Anastácia.

Casada com Flávio há 25 anos, a esposa disse que o patrão da vítima estava tentando entrar em contato com ele, mas sem sucesso. "O patrão dele disse que estava ligando e estava vendo que o Flavio não estava atendendo. Eu falei: 'alguma errado aconteceu'", diz a esposa.

Flávio Hilário Souza foi executado na manhã desta quinta-feira%2C na Rua Conselheiro Galvão%2C em Madureira%2C quando seguia para o trabalho no Recreio dos BandeirantesReprodução / TV Globo

Após a perícia que durou aproximadamente duas horas, o corpo de Flávio Hilário Souza foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Ainda não há informações sobre o velório.

Viúva achou que aviso fosse trote

A esposa da vítima, Patrícia Anastácia, disse que ficou sabendo do crime através de uma ligação para o celular do filho dela. “A polícia ligou, achei que fosse um trote, mas ao chegar no local, vi que não era. Ele saía para trabalhar e ficava me ligando, todo dia a mesma rotina”, afirmou a viúva, que estava casada com Flávio há 25 anos.

Uma sobrinha da vítima, , que se identificou apenas como Lívia, contou que o tio nunca comentou ter recebido ameaças ou ter se envolvido em brigas. “Ainda estamos sem entender o que aconteceu”, afirmou

.Com informações de Diego Valdevino

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