Estado deve à empresa que registrou imagens do Caso Amarildo

Contingenciamento reduziu o número de câmeras na comunidade e dívida com a prestadora passa de R$ 1 milhão

Por O Dia

Rio - A crise econômica do estado não poupou nem a empresa responsável pela instalação e manutenção de câmeras de vídeo na Rocinha — as imagens captadas pelos equipamentos têm papel fundamental na apuração da morte do pedreiro Amarildo de Souza.

Desde junho de 2014, a Emive, responsável pelo trabalho, recebeu apenas um pagamento, o de janeiro. A dívida chega a R$ 1,214 milhão. No início do ano, o governo reduziu o número de câmeras, de 80 para 58. A empresa ainda tem a receber cerca de R$ 500 mil pelo serviço de controle da operação Barreira Fiscal.

Até o fim do ano
Secretário de Fazenda, Julio Bueno diz que a dívida com fornecedores referente a 2014 começou a ser paga. Afirma que, se arrecadar mais R$ 4,5 bilhões, o estado chegará no fim do ano sem qualquer pendência.

Esforço
Para conseguir a grana extra, o governo conta com a adesão de empresas à lei que prevê anistia parcial para devedores e com a aprovação de projeto que permite a venda, para bancos, de créditos que estão sendo cobrados na Justiça. A proposta será votada na Assembleia Legislativa na segunda-feira — Bueno vai cedo para lá, discutir a iniciativa com os líderes de partidos.

Briga petista
Corrente do PT, a Democracia Socialista preparou um manifesto duro contra uma aliança do partido com o PMDB na eleição de 2016. Os integrantes da DS, entre eles o ex-deputado Robson Leite, buscam mais adesões em outras tendências.

Torre que cai
A prefeitura abriu licitação para demolir a torre de TV do Sambódromo. O serviço custará cerca de R$ 60 mil. Segundo a Liesa, será montada uma estrutura provisória, com até 11,5 metros de altura. A atual tem 9,7 metros. 

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