Garotinho fala em 'traição' ao saber da ida de Pudim para o PMDB

Após 30 anos juntos, os dois políticos de Campos devem seguir caminhos diferentes

Por O Dia

Pudim trocaria de partido para concorrer à prefeitura de Campos Carlos Moraes / Agência O Dia

Rio - A união de 30 anos entre Anthony Garotinho e o deputado estadual Geraldo Pudim está perto do fim. Como o Informe do Dia antecipou, Pudim negocia com o PMDB, o que fez o ex-governador falar em “traição”. E o PR fluminense pode ter outro desfalque de peso. A deputada federal Clarissa Garotinho, cobiçada pelo PSDB, entrou na mira do PSB — o senador Romário fez o convite semana passada.

No caso de Pudim, a mudança permitirá que ele se candidate à prefeitura de Campos em 2016. O clã Garotinho prefere outro nome, já que Pudim perdeu duas vezes a disputa pelo cargo.

No Facebook, o deputado escreveu no sábado que “a vida é feita de ciclos” e que inicia, em breve, “uma nova etapa na qual a realização de sonhos assume a direção”.

Depois da postagem, Anthony Garotinho comentou em seu programa de rádio que não vai se abalar com “traições que estão por vir”. Sem citar Pudim, o ex-governador mandou recado: “Quem precisa explicar por que deixou um grupo após muitos anos não sou eu.”

Garotinho, que já classificou o PMDB como “podre” e “corrupto”, pediu que “companheiros” continuem com ele nessa “travessia turbulenta”. Integrantes do PR temem o esvaziamento da sigla por outros políticos.
Filho de Garotinho, Wladimir criticou a provável mudança. Afirmou ter sido impedido de se candidatar a deputado estadual no ano passado para deixar a vaga aberta para Pudim.

Lembrou ainda que, com o apoio do pai, Pudim foi eleito deputado federal em 2006. “Em nenhum momento vi Pudim desmentir as notícias da imprensa. Se for confirmada, a lealdade não terá sido recíproca, mas sim oportunista.”

Já Clarissa disse que, caso vá para o PMDB, Pudim estará dando um “tiro no pé”, pois não será visto em Campos nem como oposição nem como situação.

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