Assassino confesso marcou professora no Facebook um dia antes do crime

Geovane Raimundo 'oficializou' o relacionamento sério com a vítima, Andréia Oliveira Pinto, em maio

Por O Dia

Rio - Acusado de assassinar a ex-namorada, cortar o corpo em três partes e esconder os pedaços em uma caixa d'água, Geovane Breia Raimundo, 25, teria iniciado um relacionamento sério com a vítima, Andréia Oliveira Pinto, 37, em maio, como consta no Facebook do agressor. Na rede social, há pelo menos três perfis de Geovane e, em um deles, existe uma mensagem um dia antes do crime em que o acusado marca Andréia e diz "tamo junto".    

Andréia era professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e teria sido morta por ciúmes. Geovane confessou agredir a mulher com um soco, que a teria levado à morte. O brutal assassinato ocorreu no bairro Lages, em Paracambi, na Baixada Fluminense, no último dia 30. 

Um dia antes do assassinato%2C Geovane marcou Andréia em publicação no FacebookReprodução Facebook

Como contou o delegado Fabio Cardoso, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Geovane teria ido à casa de Andréia e iniciado uma discussão por ciúmes. Apesar do relato de ter dado apenas um soco na ex-namorada, o delegado acredita que ela pode ter sido agredida mais vezes.

O criminosos permaneceu com o corpo dela dentro de casa por mais de 24 horas quando, na madrugada do dia 2, decidiu cortá-lo em três partes e jogá-lo dentro de uma caixa d'água. Uma familiar sentiu a ausência de Andréia e decidiu procurá-la.

Chegando na casa, encontrou o imóvel revirado e sentiu um mau cheiro que vinha do reservatório de água da residência. Ela avisou a família e acionou a polícia, que encontrou o corpo da professora emestado de decomposição.

Com base com informações de testemunhas, os agentes da DHBF chegaram ao nome de Geovane. Ele, que morava na região, foi localizado e preso no bairro Colubandê, em São Gonçalo, no domingo. Além de matar a professora, ele roubou pertences pessoais da vítima como eletrônicos e uma moto.

De acordo com o delegado adjunto da especializada, Evaristo Pontes, ele não demonstrou arrependimento. "Ele contou friamente tudo o que fez. Não demonstrou em nenhum momento arrependimento", disse. Ele será indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.


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