Casal é preso com dinheiro que seria entregue a traficante na Maré

Valor de R$ 10.600 era para homem conhecido como Gordinho e apontado como um dos chefes do tráfico na Cidade de Deus

Por O Dia

Rio - Policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) prenderam um casal transportando R$ 10.600 em dinheiro escondido em um carro, no fim da noite desta terça-feira na Linha Amarela, na altura de Bonsucesso, Zona Norte. De acordo com os PMs, a quantia seria entregue a um dos chefes do tráfico de drogas da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, Zona Oeste, que estaria refugiado na Favela Nova Holanda. Uma pequena quantidade de droga também foi apreendida.

Carlos José Galvão Alves Pereira%2C de 24 anos%2C e Débora Regina Matheus%2C de 21%2C foram presos transportando no carro R%24 10.600 para entregar a traficante na MaréOsvaldo Praddo / Agência O Dia

Segundo os policiais eles patrulhavam a Linha Amarela, quando no acesso para a Avenida Brasil ordenaram que o motorista do Kadett GLS azul, placa LJA-7757, parasse para ser abordado. O nervosismo do condutor levantou a suspeita dos PMs. Segundo os militares, ele confessou que estava transportando um valor em dinheiro para um traficante da Cidade De Deus, conhecido como Gordinho. No capô do carro foi encontrada parte da quantia. Em uma revista no restante do veículo foi achada a outra parte, escondida na porta do motorista.

Ainda de acordo com os policiais, Carlos José Galvão Alves Pereira, de 24 anos, contou que ganharia R$ 100 para fazer o transporte e entregar o dinheiro a Gordinho na Nova Holanda. Ele alegou em depoimento que estava desempregado e precisava de dinheiro. Ele e a namorada Débora Regina Matheus, 21, são moradores da Cidade de Deus e não tinham antecedentes criminais, segundo a PM. Eles foram autuados por associação para o tráfico na 21ª DP (Bonsucesso), central de flagrantes da região. O veículo estava em situação regular.

Conforme os PMs, o Complexo da Maré é hoje o 'Quartel-General' da facção criminosa Comando Vermelho. Vários chefes de morros e favelas da quadrilha estariam refugiados lá depois que suas comunidades foram ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).

O Complexo da Maré foi recentemente desocupado pela Força de Pacificação do Exército após um ano. A PM assumiu o patrulhamento na região. O objetivo do governo do Estado é implantar UPPs até o fim do ano nas 16 comunidades da Maré.

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