Quatro PMs envolvidos na morte de jovem na Baixada podem ser expulsos

Policiais que atiraram em Haíssa Motta, em agosto do ano passado, tiveram a revogação de seus portes de arma e acautelamento de suas identidades militares pedidas

Por O Dia

Rio - Quatro policiais envolvidos na morte da jovem Haíssa Vargas Motta, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, foram submetidos à Comissão de Revisão Disciplinar (CRD) da Polícia Militar. Os cabos Gutemberg de Carvalho Gomes Junior, Carlos Henrique Ribeiro Furtado, Delviro Anderson Moreira Ferreira e o soldado Marcio José Watterlor Alves, poderão ser expulsos da corporação ao final do procedimento.

Haissa Vargas Motta, de 22 anos, morreu após perseguição no dia 2 de agosto de 2014, em Nilópolis, na Baixada FluminenseReprodução Facebook

Os policiais tiveram a revogação de seus portes de arma e acautelamento de suas identidades militares pedidas. O procedimento está em fase de conclusão. Foram considerados para o despacho, a desproporcionalidade dos seis disparos de fuzil calibre 7.62, que teriam sido feitos como ‘alerta’ para que o veículo Hyundai onde estava a jovem, parasse durante a suposta perseguição.

A decisão do Inquérito Policial Militar (IPM) foi publicado segunda-feira no Boletim Disciplinar Reservado da corporação. Também foi analisada a omissão de informações dos PMs ao Centro de Operações do 3º Comando de Patrulhamento de Área (CPA).

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Haíssa voltava com amigos de um bar, na madrugada 2 de agosto de 2014, quando o grupo foi surpreendido pelos policiais. Eles alegam ter dado ordem ao motorista do carro para parar. Como o veículo não parou, o soldado Márcio Watterlor posicionou o fuzil para fora da viatura e efetuou os disparos. A jovem foi atingida nas costas e não resistiu. As imagens da abordagem desastrosa e do desespero dos amigos de Haíssa foram gravadas pela câmera interna da viatura. Na época, os policiais argumentaram que os disparos teriam sido dados para o chão.

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