Justiça decreta prisão preventiva de PMs acusados de morte na Palmeirinha

'Conduta dos policiais, é perfeitamente moldada ao daqueles que optam por viver à margem da lei', de acordo com a juíza

Por O Dia

Jovem mostra curativo de ferimento provocado por bala em dia de operação da PM na PalmeirinhaSeverino Silva / Agência O Dia

Rio - Os dois policiais militares acusados de assassinar o adolescente Alan de Sousa Lima, 15 anos, durante uma operação na Favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel, Zona Norte do Rio, em fevereiro desse ano, tiveram a prisão preventiva decretada nesta sexta-feira. Na mesma operação, Chauan Chambre Cezário, 19 anos, ficou ferido. A decisão contra o sargento Ricardo Vagner Gomes e soldado Allan de Lima Monteiro é da  juíza Viviane Ramos de Faria, da 1ª Vara Criminal da Capital.

O sargento Ricardo vai responder pelos crimes de homicídio doloso (com intenção de matar), tentativa de homicídio e fraude processual. O soldado Allan vai responder pelo crime de fraude processual.

“A conduta imputada aos policiais militares, ora réus, amolda-se perfeitamente ao daqueles que optam por viver à margem da lei. Com efeito, os réus revelaram comportamento incompatível com o que se espera daqueles que estão aptos a viver em sociedade e, mais ainda, daqueles a quem o Estado dá poder e presume legítimos os atos praticados no exercício da função. As condutas imputadas aos acusados demonstram a total ausência de respeito ao ordenamento jurídico e o desprezo pela vida humana”, relata a magistrada em sua decisão.

Em outro trecho da decisão, a magistrada justifica a necessidade de decretar a prisão preventiva. “A liberdade dos denunciados, neste momento, abalaria tanto a tranquilidade pública quanto a própria credibilidade na justiça, causando um sentimento de insegurança e impunidade no meio social”.


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