Pezão cancela portaria que aumentava número de armas permitidas a bombeiro

Governador evitou entrar em choque com o presidente da Alerj, que, ao saber da medida, disse que 'governo está sem comando'

Por O Dia

Rio - O governador do estado, Luiz Fernando Pezão, determinou nesta quarta-feira o cancelamento da portaria que aumentava de três para seis o número de armas permitidas a um agente do Corpo de Bombeiros. O anúncio acontece um dia depois de o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), criticar duramente a norma. Ele havia prometido revogar a medida na volta do recesso parlamentar.

Em evento no Palácio Guanabara, o governador evitou entrar em choque com Picciani. Quando questionado sobre as fortes críticas do colega de partido, que chegou a afirmar que o 'governo está sem comando',  Pezão desconversou. "Eu estava em Brasília ontem (terça-feira) com a presidenta Dilma e fui surpreendido com esta notícia (da portaria).  Eu imediatamente liguei para o coronel Alcântara e pedi para ele anular o decreto. Eu sou contra arma. Eu sou a pessoa mais pacífica do mundo. Pode ter igual a mim; mais, eu duvido", declarou.

A portaria revogada permitiria que os bombeiros tivessem posse de duas armas de uso restrito das Forças Armadas, duas de caça e duas de porte. Com a revogação, cada militar copntinuará com o direito de adquirir até três armamentos, uma arma de porte e duas de caça. Procurado pela reportagem do DIA,  o Corpo de Bombeiros informou que "a decisão do Comando-geral, em conformidade com as diretrizes do Governo do Estado do Rio de Janeiro, será publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira e segue o entendimento de que o porte de armas não soma na atividade fim dos bombeiros".


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