Por nicolas.satriano

Rio - Na avaliação do PT, as novas investigações contra os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado — Eduardo Cunha e Renan Calheiros, respectivamente — afastaram o risco de um impeachment de Dilma Rousseff. Para os petistas, as suspeitas sobre ambos retiram do Congresso a autoridade moral necessária para derrubar a presidenta.

A decisão do PMDB de não aderir ao rompimento de Cunha com o governo reforçou a percepção de que Dilma lucrou com o avanço da Lava Jato no comando da Câmara e do Senado.

Esfriou
A acusação de que Cunha recebeu propina esfriou ânimos anti-Dilma no PMDB. Semana passada, em jantar em torno de Eduardo Paes que reuniu mais de 40 deputados federais do partido, muitos falavam abertamente sobre o impeachment.

Bloco do Eu Sozinho
Para a maioria dos peemedebistas, o rompimento de Cunha com o governo continuará a ser uma posição pessoal.

O roto e o esfarrapado
O deputado Miro Teixeira (Pros) diz que a decisão de Cunha de atribuir ao governo a culpa pelas acusações feita a ele não passa de estratégia: “Ele quer pegar carona na impopularidade da Dilma, mas não engana ninguém. Afinal, o governo também está sendo descarnado pela Lava Jato”.
 
Para todos
Em e-mail aos magistrados, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Fernando de Carvalho, anunciou a criação, em São Paulo, da Associação de Juízes Anticorrupção. Um dos destinatários ironizou: “Todo juiz não deveria ser contra a corrupção?”

E tome corte
Outra vítima da crise: em 2014, o festival Multiplicidade ganhou R$ 400 mil da prefeitura; este ano, ficará com R$ 300 mil.

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