Técnica de engenharia inédita é utilizada nas obras da Linha 4 do metrô

Procedimento consiste em 'inundar' espaço para que máquina chegue até o destino

Por O Dia

Rio - Uma técnica de engenharia nunca utilizada no Brasil foi estreada pelo Tatuzão — equipamento de perfuração do solo — nas obras do metrô da Linha 4.

O procedimento fez com que a máquina chegasse submersa à futura estação Jardim de Alah e, para isso, o espaço foi ‘inundado’ com 10 mil metros cúbicos de água, o equivalente a três piscinas olímpicas. O Tatuzão voltará a operar em setembro e chegará ao Alto Leblon no fim do ano. O trecho entre Ipanema e Barra será entregue em junho.

“Chegamos ao Jardim de Alah com mais de 30 dias de antecedência, o que mostra a capacidade da engenharia brasileira”, afirmou o governador Luiz Fernando Pezão, que realizou vistoria na estação ontem, ao lado do secretário Estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório. A chegada antecipada do equipamento só foi possível por conta da frequência na velocidade de perfuração, que variava de 15 a 18 metros por dia.

A técnica submersa já estava prevista desde o início das obras e foi utilizada para equilibrar a pressão do terreno e permitir que a máquina continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal.

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