Eduardo Cunha faz recuo estratégico e diminui tom das críticas contra Dilma

Presidente da Câmara deixou de tentar transformar uma briga pessoal em institucional

Por O Dia

Rio - Eduardo Cunha diminuiu o tom das críticas ao governo, não fala mais em retaliação. Mas isto não quer dizer que o presidente da Câmara dos Deputados tenha desistido de atazanar a vida de Dilma Rousseff. Ele apenas decidiu aceitar conselhos de aliados e, para evitar perder apoio no Congresso, deixou de tentar transformar uma briga pessoal em institucional. Fez um recuo estratégico: Cunha, que chegou a afirmar que “o presidente da Câmara” passara a fazer oposição ao governo, adotou o discurso da “crisezinha”.

‘Vai lá e faz’

Como diz um peemedebista, Cunha não precisa alardear que é contra o governo, “ele vai lá e faz”.

Juiz do juiz

Presidente do PT-RJ, Washington Quaquá ironiza a decisão de Cunha de tentar retirar de Sérgio Moro o processo do Petrolão: “Ele está querendo dar cartão vermelho para o juiz.”

O moderado

Amigos de Joaquim Barbosa ressaltam que, apesar de ter sido criticado por supostos excessos no Mensalão, ele não aceitou pedidos de prisões preventivas feitos pelo Ministério Público e defendeu que réus sem direito a foro especial deveriam ser julgados em primeira instância.

Aperto

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de Campos prevê que, em 2016, a cidade arrecadará R$ 409 milhões a menos, queda de 19% em relação a 2015. Mas despesas com pessoal e encargos sociais deverão crescer 11%.

Jovens ao volante

O deputado Hugo Leal quer que o Código de Trânsito passe a estabelecer a idade mínima de 18 anos para os motoristas. O texto atual diz que pode dirigir quem é “penalmente imputável”. Com a eventual redução da maioridade penal, quem tem 16 anos já poderia pegar no volante.

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