Motorista envolvido em acidente que matou bebê é transferido para Bangu

Menino foi enterrado nesta terça-feira no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio

Por O Dia

Rio - O motorista Marcelo de Araújo, que dirigia o ônibus que atropelou e matou o bebê em Cordovil, na Zona Norte do Rio, foi transferido nesta quarta-feira para a Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. O menino Arthur da Silva Meira, de 3 meses, foi enterrado nesta manhã no Cemitério de Irajá sob forte comoção de parentes. 

Em depoimento nesta terça-feira na 38ª DP (Irajá), o motorista admitiu que infringia todos os dias o sentido correto da Avenida Bulhões de Marechal, em Cordovil, para fugir do congestionamento. Às 6h50, a infração abreviou a vida do pequeno Arthur da Silva Meira, arremessado a 16 metros de distância com o choque.

Pai se despede emocionado de bebê que foi atropelado no RioSeverino Silva/ Agência O Dia

De acordo com o tio do bebê, Luiz Henrique da Silva, a família saiu de casa pouco depois das 6h em direção a um posto de saúde, onde o pequeno tomaria vacina. “Cheguei a ver o ônibus vindo pela contramão, desgovernado. Ele invadiu a calçada e por pouco não me atingiu.

Minha irmã foi pega em cheio. Meu sobrinho, no colo dela, foi parar a quase 20 metros de distância”, disse em lágrimas. Inconsolável, o pai do bebê, Vítor Santos, mostrava a tatuagem feita na última semana com o nome do filho. “Saí de casa pela manhã, dei um último beijo nele, e falei como se ele pudesse entender: ‘Papai volta mais tarde’”, disse ele.

Procon investiga responsabilidade de empresa de ônibus

O Procon abriu uma investigação para apurar a responsabilidade da viação City Rio no atropelamento que matou, na última terça-feira (21/07),o bebê Arthur da Silva Meira Santos, de três meses, em Cordovil. Ele estava no colo da mãe, Patrícia da Silva Meira, quando um ônibus da linha 484 (Olaria x Copacabana), da Citiy Rio, atropelou os dois ao trafegar pela contramão na Rua Itabira.

O Procon Estadual quer saber as causas do acidente, a velocidade do ônibus no momento do atropelamento, as condições do veículo, se o motorista que digiria o ônibus já havia se envolvidos em outros acidentes, se a empresa já recebeu alguma punição por infringir as leis de trânsito em 2015, se foi prestada alguma assistência às vítimas, se a empresa oferece algum programa de capacitação e reciclagem para os seus motoristas e se a documentação do ônibus envolvido no acidente está em dia.

 A City Rio tem 15 dias úteis para prestar os esclarecimentos solicitados . Caso isso não aconteça, a empresa será autuada. A City Rio faz parte do Internorte, consórcio do qual também faz parte a Paranapuan. Esta empresa foi vistoriada pelo Procon na semana passada e esteve envolvida na morte de um idoso, atingido pela roda que se soltou de um de seus ônibus. Na vistoria, a autarquia interditou 26 ônibus, dos quais 11 continuam proibidos de circular.


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