Empresas disputam administração do Zoológico

Novo modelo de gestão público-privado será definido em licitação no valor de R$ 8 milhões. Três firmas já manistestaram interesse

Por O Dia

Rio - Depois de quase fechar as portões e ser interditado em março por problemas de infraestrutura, o zoológico do Rio mudará seu sistema de gestão. A administração não ficará mais restrita ao poder público. Será implantada uma parceria público-privada e uma empresa será escolhida para o serviço.

A licitação para a concessão do espaço está marcada para 18 de agosto. Antes da concorrência, no entanto, a Prefeitura avaliou três empresas que manifestaram interesse de participar da disputa. A mais bem colocada, com 61 pontos em uma escala de 80, foi a Cataratas do Iguaçu, a mesma que administra o Parque Nacional da Tijuca. As outras duas obtiveram notas muito abaixo da média.

Três firmas manifestaram interesse pela administração do ZooDivulgação

Na avaliação da prefeitura, oito itens foram levados em consideração, como a experiência em concessões e parcerias público-privadas. Além das três empresas avaliadas, outras instituições podem se inscrever na licitação.

A Cataratas do Iguaçu obteve nota baixa em três critérios. Um deles foi sobre o plano de trabalho apresentado, considerado de baixo nível de aprofundamento.A União Norte, que nunca administrou zoológico ou parque, concluiu a avaliação com 49 pontos. Já a Zoológicos do Brasil, responsável pela implantação do Gramadozzo, no Rio Grande do Sul, atingiu média 24.

A licitação para o suporte na administração do Rio Zoo está estimada em mais de R$ 8 milhões para o prazo de dois anos. A nova empresa cuidará, entre outras atividades, da limpeza dos recintos, do monitoramento dos animais e da orientação ao público. A equipe mínima exigida é de 66 funcionários. Em março, o Ministério Público Federal apontou problemas no zoológico, como a coleta do lixo e falhas estruturais nas áreas dos animais. No mês seguinte, a Prefeitura anunciou reformas.

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