Por paulo.gomes

Rio - O fechamento de uma clínica de estética no mês passado, em Campo Grande, resultou numa investigação que culminou no indiciamento de uma cliente. Os policiais chegaram até o estabelecimento chamado Crystalus, que funcionava na Rua Baicuru, após uma denúncia da família de Ramissa Rayane M. Villar, que estava internada após ter sido submetida a um procedimento no local. Porém, o decorrer das investigações mostraram que a vítima também vinha cometendo crimes de fraude.

Policiais da 35ªDP (Campo Grande) desconfiaram dos custos com o tratamento realizado por Ramissa com o que ela recebia de salário. Segundo o delegado Hilton Alonso, as investigações apontaram que a acusada desviou valores na empresa de segurança em que trabalhava, utilizado estes recursos inclusive para o pagamento dos seus tratamentos estéticos.

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Ramissa, de acordo com as investigações, trabalhava no setor de contas a pagar e ela teria desviado aproximadamente R$ 200 mil. As operações aconteciam através de diversas transferências bancárias para sua própria conta corrente. Ela se beneficiava do acesso às senhas das contas bancárias da empresa que possuía.

Ainda segundo a Polícia Civil, a acusada também desviada dinheiro da empresa era através do cadastramento de terceiros, para quem ela devia como funcionários. Em seguida, Ramissa Villar realizava DOCs para a conta corrente destes terceiros no intuito de pagar suas dívidas.

O delegado diz ainda que Ramissa teria pago uma cirurgia estética realizada em abril, com dinheiro desviado da empresa, no valor de R$ 4 mil. Ele é acusada de cadastrar como funcionária da empresa a dona da clínica, Cássia S. L. Menezes, transferindo o valor para a conta da empresária.

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