Bonde de Playboy pode estar envolvido na morte de PM em Brás de Pina

Moradores e criminosos do Quitungo e Guaporé divulgam informações sobre suposta invasão de traficantes em área de milícia

Por O Dia

Rio - Pelo celular, supostos traficantes avisam: “Estamos dentro do Guaporé e não vamos sair”. Os áudios, gravados nos últimos dias, apontam para uma retomada de território por parte de bandidos da facção Amigos dos Amigos (A.D.A) nos morros do Quitungo e Guaporé, em Brás de Pina. Antes dominada pela milícia, a comunidade vive dias de tensão desde o último sábado, quando criminosos armados foram vistos entrando e saindo da região. O grupo, inclusive, teria ligação com a morte do soldado Ricardo Santos Kinupa, de 33 anos.

O PM Ricardo foi morto na porta de casa, perto do Quitungo, e crime teria sido cometido por traficantesReprodução Facebook

O PM foi morto na porta de casa, quinta-feira, na Rua Guaíba, próximo ao Morro do Quitungo, enquanto conversava com um primo. Segundo testemunhas, um veículo Onix teria passado duas vezes pelo local antes de um dos ocupantes dar uma rajada de tiros na direção do policial. Ricardo teria sido reconhecido por um dos traficantes, conhecido como ‘Ibey’, antigo morador da comunidade. O suspeito agora integra o grupo de criminosos dos morros do Juramento, do Dezoito e da Pedreira que tenta retomar o espaço.

O bonde, coordenado pelo traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, um dos líderes do A.D.A e chefão do pó do Complexo da Pedreira, teria adotado a tática de circular pela comunidade nos últimos dias sem pernoitar nas vielas. Pelos áudios, traficantes e moradores compartilham informações. “Avisa aí para a rapaziada que o muro ficou baixo. Os caras dominaram o Quitungo e Guaporé. O A.D.A já está no alto do morro de rádio para lá e para cá”.

Embora as informações estejam sendo divulgadas, a polícia ainda não trabalha com a hipótese de retorno de traficantes para a região. Tanto a PM quanto a Civil tratam as afirmações de supostos traficantes em áudios como boatos. Agentes da 38ª DP (Brás de Pina) e homens do 16º BPM (Olaria), patrulham a região.

Atuação da polícia reforçada

Ricardo, que era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Mangueira, foi alvejado na cabeça e no pé. O comandante do 16º BPM (Olaria), tenente coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, prometeu reforçar o patrulhamento na região nos próximos dias.

“Há uma integração nossa com os moradores da região e eles não apontam nenhuma denúncia em relação a invasão de traficantes. O patrulhamento no local está sendo feito e vai ser reforçado”, prometeu o oficial.

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