Acúmulo de gás pode ter causado explosão no Posto 4, em Copacabana

Corpo de Bombeiros realizou perícia no local na manhã desta segunda. Espaço onde gás deveria se dissipar estava fechado

Por O Dia

Rio - O Corpo de Bombeiros realizou, na manhã desta segunda-feira, uma perícia no Posto 4, em Copacabana, na Zona Sul, onde ocorreu uma explosão que deixou dois militares feridos, na tarde deste domingo. Uma das hipóteses é que a explosão pode ter sido causada pelo acúmulo de gás no local onde a substância deveria estar sendo dissipada, mas que estaria fechado.

O posto permanece fechado e sem previsão de abertura. O Corpo de Bombeiros também pedirá para a Defesa Civil uma fiscalização em todos os postos da orla, já que a estrutura deles é muito antiga e pode causar novos acidentes. A orientação é que os guarda-vidas não fiquem no topo dos postos.

GALERIA: Perícia é feita no Posto 4 após explosão

Bombeiros realizaram na manhã desta segunda-feira%2C no Posto 4%2C em Copacabana%2C uma perícia no local após a explosão de domingo que feriu dois militaresFabio Gonçalves / Agência O Dia

As vítimas, cabo Bruno Morais de Mello e outro militar identificado apenas como cabo Corrêa, estavam no interior do posto no momento da explosão. Eles foram encaminhados para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e transferidos para o Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Segundo testemunhas, um botijão de gás ou vazamento de gás de um bueiro pode ter causado o acidente.

Ainda segundo as informações de outros salva-vidas, o cabo Mello sofreu queimaduras nas pernas e o cabo Corrêa teria ficado com mais de 60% do corpo queimado. Segundo a direção do Hospital Estadual Alberto Torres, o cabo Mello apresenta estado de saúde estável e com bom prognóstico de recuperação, pois o militar foi menos afetado por queimaduras. Ele está no Centro de Trauma da unidade.

Já o estado de saúde do cabo Correa é estável, mas inspira cuidados, devido à extensão de suas queimaduras. Ele está internado no Centro de Terapia Intensiva. Os dois estão lúcidos e orientados.

Segundo a 13ª DP (Copacabana), as investigações estão em andamento. A perícia foi realizada no local e a responsável pelo posto prestou depoimento. "A unidade aguarda alta médica das vítimas para que possam ser ouvidas e agentes estão em diligências na busca de mais informações que possam ajudar no caso", afirma a Polícia Civil, em nota.

Comissão diz que manutenção nos postos não é feita de forma adequada

A Comissão de Defesa Civil da Câmara do Rio vai solicitar à Orla Rio, concessionária responsável pela administração dos 27 postos de salvamento nas praias cariocas, obras de reforma urgentes dos locais. Para o presidente da Comissão de Defesa Civil, o vereador Márcio Garcia (PR), a manutenção dos postos não está sendo feita adequadamente, o que pode trazer perigo não apenas para os guarda-vidas mas também para os banhistas. "Precisamos tomar providências urgentes para que novos acidentes sejam evitados", afirmou ele.

Vistorias feitas pela equipe do vereador no final de 2014 constataram diversos pontos vulneráveis em postos de atendimento aos banhistas desde o Leme até o Recreio. Entre as deficiências, faltavam degraus nas escadas de acesso à parte interna de alguns postos, vasos sanitários descolados, portas blindex quebradas e muita infiltração. Alguns materiais repostos, segundo o levantamento, foram conseguidos por doações.

Com informações de Gustavo Ribeiro

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