Laudo revela que crianças de escola foram intoxicadas por merenda

Análise revelou presença de coliformes fecais. Crianças passaram mal e foram levadas para UPA da Cidade de Deus

Por O Dia

Alunos da Escola Municipal Leila Barcellos%2C na Cidade de Deus%2C passaram mal e foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localDivulgação

Rio - O resultado de uma análise feita pela Vigilância Sanitária revelou que a merenda dos estudantes da Escola Municipal Leila Barcellos, na Cidade de Deus, na Zona Oeste, estava contaminada. No último dia 14, 46 crianças passaram mal e deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade com sintomas de intoxicação provocada pela comida.

O resultado detectou nos alimentos a presença de coliformes totais e fecais, e E.coli, um indicativo de manipulação inadequada dos alimentos e refrigeração insuficiente. Segundo o órgão, estes microorganismos são patogênicos e podem intoxicar.

Já a análise feita na água coletada na cozinha, nos bebedouros e numa casa próxima à escola não foram encontrados microorganismos patogênicos, que poderiam provocar a intoxicação.

A secretaria considera o caso "um fato isolado" e diz que mais de 1 milhão de refeições são preparadas e servidas diariamente para mais de 660 mil alunos nas 1.461 unidades escolares. A SME adotou medidas solicitadas pela Vigilância Sanitária, como recomposição de revestimento da cozinha e reparos em bebedouros, além do reforço na capacitação e treinamento dos manipuladores de alimentos, não só na escola como em todas as unidades da rede.

Os estudantes tiveram um surto de vômito e diarreia na Escola Municipal Leila Barcellos de Carvalho, na Cidade de Deus. Algumas delas chegaram a ser transferidas para o Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio. A Vigilância Sanitária avaliou as condições higiênicas e sanitárias da escola e a situação dos alimentos e dos reservatórios de água. A unidade ficou fechada durante os testes.

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A SME informou que o incidente ocorreu por volta das 15h30. Os alunos começaram a apresentar quadro de enjoo, seguido de vômito e náuseas foram encaminhado à UPA. Os responsáveis foram acionados pela direção da escola e levados para a unidade junto com os estudantes.

Mãe do aluno Luiz André, de 7 anos, Alessandra Nascimento trabalha como servente na escola e foi chamada para ajudar. “A limpeza é boa, acho estranho que tenha sido a comida. Há muitos pombos por aqui, a caixa d’água pode estar suja”, declarou. A avó do menino, Inaimar Nascimento, disse que o menino comeu arroz, feijão, cenoura e farofa e que estava com sabor estranho.

A dona de casa Mônica da Conceição, mãe de Gabriel, 10, criticou os funcionários por não alertarem imediatamente os responsáveis. “Algumas crianças só foram embora à noite porque costumam voltar sozinhas e os pais não podiam buscar. Meu filho voltou andando e só soube quando cheguei em casa.”

A manicure Cleide da Silva desabafou: “Foi um horror. Vi crianças passando muito mal”. Segundo ela, a filha Kauany chegou desmaiada em casa. A Secretaria Municipal de Educação ressaltou que os responsáveis foram imediatamente acionados e levados ao lado dos estudantes, com o suporte da direção, à UPA e outras unidades.

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