Cliente em fúria quebra loja de telefonia

Vídeo do ataque ganhou as redes sociais e muitos internautas apoiaram a revolta do consumidor, que destruiu filial da Nextel

Por O Dia

Rio - O ataque de fúria de um homem, inconformado com suposto mau atendimento prestado em uma loja da Nextel, na Barra da Tijuca, culminou na destruição da fachada do local e em milhares de acessos ao vídeo da ação, feito por um funcionário e divulgado nas redes sociais. Na gravação, de pouco mais de um minuto, um homem de camisa social e gravata aparece esbravejando contra o serviço. “Vocês pensam que estão lidando com moleque?”, pergunta.

De acordo com testemunhas presentes no local, após esbravejar, o homem teria ido ao carro, que estava estacionado em frente à loja, e pego uma marreta, com a qual estilhaçou os vidros do local. Na gravação, feita atrás de uma pilastra, pode-se ouvir o barulho da destruição. Apesar do ataque de fúria do cliente, nenhum funcionário foi agredido. “Ficamos acuados, mas estamos bem”, disse um empregado da loja localizada na Avenida Ayrton Senna.

A loja ficou com os vidros da fachada destruídos mas nenhum funcionário da empresa foi agredidoLeandro Gonçalves / Praça Seca News

Na internet, usuários do serviço ironizavam o vandalismo. “Ele conseguiu o que queria quebrando tudo? Se sim, me avisem, que vou amanhã mesmo destruir uma loja da Nextel! Há tempos procuro saber como cancelar a minha linha!”, disse um

Segundo a Polícia Militar, homens do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) estiveram no local, mas não encontraram o destruidor da fachada. O gerente da loja não quis acompanhar os policiais à delegacia para registrar o caso.

Em nota, a operadora lamentou o ocorrido e informou que ainda calculará os prejuízos, assim como as medidas. O assunto dominou as rodas de conversa e muitos diziam entender a fúria do consumidor. “Senti vontade de fazer isso quando tinha telefone dessa operadora, há dois anos. Fui roubado e liguei para cancelarem o chip. Entretanto, eles continuaram mandando cobranças por dois meses, e tive de acionar o Juizado de Pequenas Causas”, contou o segurança Edval Costa, de 35 anos.

Reportagem de Diego Valdevino, Gabriel Sabóia e do estagiário Lucas Gayoso

Últimas de Rio De Janeiro