Procurado, 'Coroa do Guandu' planeja festa regada a carne e bebidas liberadas

Disque-Denúncia oferece R$ 2 mil por informações do traficante responsável por ataques a ônibus em Japeri

Por O Dia

Rio - Aniversariante do dia, Ipojucan Soares de Andrade, de 54 anos, mais conhecido como o "Coroa do Guandu", vai ganhar uma superfesta regada a muito churrasco, bebidas e atrações musicais, tudo de graça, em um sítio no bairro de Engenheiro Pedreira, na Baixada Fluminense. Entretanto, a polícia pretende acabar com a farra organizada por seus comparsas, que o chamam de "Rei da Baixada". Coroa teve um cartaz divulgado nesta sexta-feira pelo Disque-Denúncia e é oferecida uma recompensa de R$ 2 mil por informações que levem a sua prisão.

"Coroa do Guandu" é apontado como o chefe do tráfico no bairro Guandu%2C em Engenheiro Pedreira%2C é chamado por comparsas de "Rei da Baixada"Divulgação

De acordo com investigações Ipojucan, também conhecido pelos apelidos de Velho, JJ ou Gugu, é chefe do tráfico de drogas no bairro do Guandu e principal distribuidor de drogas da região de Queimados, além de praticar homicídios e assaltos na região. Ele tem dois mandados de prisão em aberto por homicídio qualificado. 

Ao longo dos anos, Ipojucan acumulou diversas anotações criminais, entre elas homicídios, incêndio, roubos de veículos, tráfico de drogas, ameaça, desacato, dano ao patrimônio, lesão corporal, receptação e falsidade Ideológica.

O criminoso foi preso pela primeira vez em 1999 e, desde então, já possui passagem por 18 presídios, conseguindo fugir por duas vezes quando cumpria semiaberto. Ele também usou nomes falsos, como Luiz Claudio Machado e Vitor Brasil.

Segundo investigações, em maio deste ano, ele ordenou a queima de cinco ônibus em Japeri, após uma operação do 24º BPM (Queimados). Ele teria exigido de uma empresa de ônibus que circula em Queimados o pagamento de uma taxa. Criminosos presos durante os ataques confessaram que a ordem era “tocar o terror.”

A cobrança da "taxa" também foi estendida durante uma suposta convocação de comerciantes da região. Coroa teria exigido o repasse de 50% do faturamento das vendas para o tráfico de drogas. Extorsões também seriam feitas a prestadores de serviços, como empresas de internet e distribuidoras de gás de cozinha. Quem se recusava a pagar era cobrado pelos traficantes do bando de JJ. Uma empresa de internet teve sua rede atingida no centro de Engenheiro Pedreira após a recusa de pagar a taxa exigida pelo traficante.

Informações sobre a localização e paradeiro de Ipojucan Soares de Andrade podem ser enviadas por mensagem de texto, vídeo ou fotos para o aplicativo de mensagens do WhatsApp do Portal dos Procurados (21) 96802-1650, ou pela Central Disque-Denúncia pelo (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, para quem estiver fora da capital. O anonimato é garantido. A Coordenação do Portal dos Procurados pede que a população não investigue por conta própria, devendo apenas relatar à polícia a sua suspeita.

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