Aumenta necessidade de economia d’água

Nível dos reservatórios do Paraíba do Sul é a metade do atingido no ano passado, e previsão de seca continua

Por O Dia

Rio - A ordem é economizar mais. A escassez de chuvas no Sudeste continua castigando a Bacia do Rio Paraíba do Sul e reacende o sinal de alerta para a possibilidade de desabastecimento. O Paraíba é responsável pelo fornecimento de 85% da cidade do Rio e 70% da Baixada Fluminense, através do Rio Guandu. Embora as autoridades descartem risco iminente de falta d’água nas torneiras dos 8,5 milhões de consumidores, a preocupação é com as previsões meteorológicas. De acordo com o Instituto Climatempo, a temperatura vai subir consideravelmente este mês e o tempo ficará ainda mais seco. A situação será agravada pelas queimadas.

Diante do quadro, que deixará baixa a umidade relativa do ar — abaixo de 20% — o apelo da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e da Cedae é para que a população fluminense, que consome mensalmente 63,4 bilhões de litros, redobre a atenção e evite desperdícios como nunca.

A recomendação faz sentido. Usando em média 329,78 litros por dia, os cariocas gastam o triplo do que é recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Até agora, diante da pior estiagem em 84 anos, a economia alcançada (após campanhas publicitárias) é significativa: mais de um bilhão de metros cúbicos. “Se não fosse por esta água economizada e estocada nos reservatórios de regularização (Paraibuna, Jaguari e Santa Branca, no Estado de São Paulo, e Funil, no Sul Fluminense), os volumes úteis já teriam se esgotado, ao invés do nível atual de 12,03% da capacidade”, informou a SEA em nota, na quinta-feira.

De acordo com a secretaria, embora os volumes úteis dos reservatórios estejam em 51% dos níveis do ano passado, a quantidade do uso de água hoje também é bem menor: a vazão média em Santa Cecília atualmente varia entre 135 e 140 m³/s enquanto que, no final de julho de 2014, era 173 m³/s. “Contando com nova economia, as simulações do Operador Nacional do Sistema indicam que o Rio chegará ao fim de outubro, início da estação chuvosa, com um percentual de reserva acima de 5%”, diz o texto.

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