Beltrame pede apoio da sociedade no combate à violência

Secretário de Segurança Pública cobra mudanças para melhorar a atuação da polícia no estado contra o crime

Por O Dia

Rio - O secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame afirmou nesta quarta-feira que diversos setores da sociedade precisam se unir pelo fim da violência. Ele cobrou resultados em áreas como a assistência social para ajudar no trabalho da polícia.

"As pessoas acham que segurança pública é sinônimo de polícia, mas ninguém pensa em violência urbana. A polícia trabalha na consequência da violência urbana, mas ninguém ataca na causa da violência urbana. Tudo desemboca na polícia. Há que se discutir essa questão da violência urbana através de seus órgãos responsáveis: assistência social, geração de emprego, políticas para a juventude", afirmou ao RJTV.

José Mariano Beltrame voltou a afirmar que o projeto da UPP na região de Costa Barros está na pauta do governoBruno de Lima / Agência O Dia

Beltrame reconheceu que o trabalho da polícia deve ser cobrado. No entanto, o secretário diz eles não trabalham nas melhores condições.

"Como polícia nunca deu voto para ninguém, a polícia no Brasil está hoje, em condições logísticas, não muito favoráveis. Mas com o tempo isso se inverteu. Agora todo mundo quer segurança, mas antes, lá atrás, não ouve uma visão que nós pudéssemos chegar a esse problema. A nação brasileira tem que combater a violência urbana e obviamente cobrar o trabalho da polícia", diz o secretário.

A chegada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região de Costa Barros, considerada uma das mais violentas do Rio, também foi comentada pelo secretário. De acordo com Beltrame, a região que está ocupada pelo Comando de Operações Especiais, após a morte do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, no último sábado.

"A UPP para aquela região está, sem dúvidas nenhuma, planejada. Mas nós precisamos construir isso. Vão entrar agora na academia 600 policiais, mas também nós chegamos numa situação onde não pretendemos mais colocar policiais expostos ou de uma maneira vulnerável aonde não há equipamentos que esses policiais possam ali permanecer e desenvolver minimamente suas atividades", conclui.

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