Cliente diz que foi espancado por funcionários de casa de shows na Lapa

Segundo o analista de sistemas, o motivo do espancamento teria sido apenas um tíquete de cerveja. Casa nega agressão

Por O Dia

Rio - O analista de sistemas Bruno Rodrigues Aguiar, 30 anos, acusa funcionários da casa de shows Fundição Progresso, na Lapa, de espancá-lo durante o show do cantor Saulo na madrugada do último sábado. Bruno diz que estava com uma ficha para retirar uma cerveja no bar, mas, ao chegar no local, o funcionário alegou que a bebida havia acabado. Ele afirma que, ao avisar que chamaria a polícia, o mesmo funcionário pulou do bar e o atingiu com um soco, iniciando o espancamento com a participação de mais dois funcionários. A Fundição diz que a versão do rapaz é fantasiosa, mas preferiu não divulgar outra versão do ocorrido.

Cliente (em foto anterior ao show) afirma que foi espancado na Fundição ProgressoReprodução Facebook

"Eu comprei um tíquete no andar de cima da casa e desci até o bar com minha namorada. Quando eu cheguei lá bar, o funcionário disse que a bebida havia acabado. Eu reclamei, ele se exaltou, me xingou e eu xinguei de volta. Quando eu peguei o telefone para ligar para a polícia, ele veio na minha direção e me acertou com um soco. Outros dois funcionários vieram e também me agrediram. Foram pelo menos cinco minutos de agressão. Levei soco no rosto, chute nos dois lados das costelas e na cabeça. Minha namorada também foi derrubada e ficou com o joelho, nariz e cotovelo machucados", relatou o analista de sistemas.  "A primeira coisa que eu fiz foi ver se minha namorada estava bem", completou.

Ele conta que, após ter sido agredido,  procurou atendimento para ele e a namorada, Danielle Morais, 36, na enfermaria da casa e depois seguiu para a 5ª DP (Gomes Freire). O analista de sistemas diz que em nenhum momento foi procurado por um responsável pela casa de shows após a confusão.  Bruno diz  não entender, passados três dias do ocorrido, porque houve, segundo ele, ação violenta dos funcionários. "Tudo por um tíquete de 15 reais. Era só devolver o dinheiro. Mas acharam que a agressão era o melhor caminho. Foi uma covardia",  lamentou. 

De acordo com informações da 5ª DP (Centro), um procedimento investigativo foi instaurado para apurar as circunstâncias do fato e as imagens do circuito interno foram solicitadas. As vítimas foram ouvidas e encaminhadas para exame de corpo de delito. Funcionários do estabelecimento estão sendo chamados para prestar depoimento.

O analista de sistemas garante que irá entrar com ação criminal contra a Fundição Progresso e os funcionários. "A Fundição foi a grande responsável por tudo isso, por vender mais tíquetes do que cerveja", disse ele. 

Namorada mostra marca de machucado no cotoveloarquivo pessoal

Em nota, a Fundição Progresso alega que a versão do rapaz "não corresponde com a realidade dos fatos". No entanto, a casa de shows não quis apresentar uma versão sobre o caso, limitando-se a dizer que vai buscar "ser ressarcida dos prejuízos causados pelo cliente".

A nota na íntegra:

"A Fundição Progresso esclarece que a situação narrada pelo sr. Bruno Rodrigues de Aguiar não corresponde à realidade dos fatos. A casa informa que já tomou as providências cabíveis, não somente para restabelecer a verdade, mas também para ser ressarcida dos prejuízos causados pelo cliente que apresentou um comportamento antissocial, inadequado e criminoso para com os empregados do estabelecimento. Cumpre informar que a Fundição Progresso repudia veementemente quaisquer atos de agressão e agiu totalmente dentro dos limites impostos e amparada pela legislação em vigor.

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