Corpo de mulher morta em assalto na Ceasa será enterrado nesta terça-feira

Sepultamento está previsto para às 16h no Cemitério de Irajá. Já enterro de Antenor da Silva, a outra vítima, não foi divulgado

Por O Dia

Mariane deixa uma criança de apenas cinco anosReprodução Facebook

Rio - O corpo de Mariane Santos da Silva, 24 anos, morta atingida por um tiro quando foi assaltada dentro da Ceasa, será enterrada no Cemitério de Irajá, na Zona Norte, na mesma região onde ocorreu o roubo. O sepultamento está previsto para acontecer às 16h.

Já o enterro de Antenor da Silva Rios Neto, de 54 anos, será às 15h30, também no Irajá. Ele estava com Mariane e também foi atingido na troca de tiros. Outro homem também foi baleado, mas sobreviveu.

Mariane era fiscal de caixa da loja Trembão e foi atingida com um tiro no peito após ter o malote com R$ 59 mil que segurava roubado. Ela, que deixa uma filha de apenas cinco anos, depositaria o dinheiro em caixa eletrônico do banco Bradesco que fica dentro da central de abastecimento.

Após a ação dos criminosos, que culminou nas mortes de Mariane e Antenor, o 41ºBPM (Irajá) reforçou o policiamento nesta manhã no Ceasa.

Mulher estava desviada da função

A mulher que transportava o dinheiro da loja Trembão localizada na Ceasa estava desviada da função para a qual havia sido contratada. A denúncia é da irmã da vítima fatal, Joyce da Silva. Segundo ela, Mariane Santos da Silva 24 anos, havia sido admitida para trabalhar como fiscal de caixa, mas vinha fazendo a função de depositar o dinheiro do estabelecimento. Joyce acusa o estabelecimento de negligência ao não oferecer segurança aos funcionários.

"Minha irmã estava com dois seguranças desarmados. Deveriam portar armas ou haver uma escolta para protegê-la. Usaram minha irmã como escudo", acusa. Mariane carregava um malote de R$ 59 mil, levado pelos assaltantes. "O absurdo é que usaram um fusca para o transporte. A função dela é fiscal de caixa, mas, ultimamente, ela vinha fazendo esses depósitos. Acredito que usaram ela porque é mulher para passar batido por bandidos", afirmou.

Mariane deixa uma filha de apenas cinco anos. Ela deve ser enterrada nesta terça-feira, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. Ela era moradora da favela Para Pedro, no Colégio. "A gente morou a vida toda em área de risco e nunca aconteceu nada. Minha irmã acabou morrendo longe casa', lamentou a irmã.

Advogado da Trembão, Edson Costa disse que ‘havia uma necessidade’ para que ela e um amigo que trabalhava na tesouraria fizessem o depósito, que seria de R$ 18 mil, e que não era uma operação comum.

Com informações de Diego Valdevino

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