Corpos achados podem ser de pais de menino deixado em terminal de BRT

Material genético de família foi recolhido para confirmar se são casal desaparecido. Laudo deve ficar pronto entre 15 a 30 dias

Por O Dia

Nardyne Dias e Deonir Lima Sales com o filho%3A eles estão desaparecidosReprodução Facebook

Rio - A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) solicitou nesta segunda-feira a coleta de material genético (DNA) de dois corpos não identificados que estão no Instituto Médico Legal (IML) para confrontá-los com os dos parentes de Nardyne Nunes Dias e Deonir Lima Sales, desaparecidos desde a última quinta-feira. O prazo do resultado do laudo é de 15 a 30 dias.

O filho pequeno do casal, de 3 anos, foi abandonado por uma mulher também na quinta-feira, no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Equipes da delegacia têm feito diligências e ouvido testemunhas para coletar informações que possam ajudar no caso. Por decisão da Justiça, a criança está na casa de uma família acolhedora.

Procurados nesta manhã para falarem do assunto, mãe e irmã de Nardyne não quiseram falar com O DIA. Deaci Dias, de 50 anos, estaria muito abalada e sem condições de falar sobre o caso, segundo Luana Linhares, irmã da desaparecida. 

'Não sei o que fazer', diz avó de criança

?A cada dia que passa, o desespero da família de Nardyne Dias e de Deonir Lima Sales aumenta. Eles desapareceram na última quinta-feira, mesmo dia que o filho do casal foi abandonado por uma mulher no Terminal Alvorada, na Barra. A mãe de Nardyne disse não saber o que aconteceu com a filha e o marido dela.

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"Já tentamos no IML, hospitais. Não temos pista, não tem nada. Eles são pessoas legais para caramba, pessoas de bem" disse Deaci Dias, de 50 anos. Ela tenta retomar a guarda da criança, que foi dada provisoriamente para uma família acolhedora. "A gente vai começar a correr atrás disso hoje, mas não sei por onde começar."

Na sentença, o juiz Pedro Henrique Alves, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da capital, determinou que a criança recebesse cuidados temporários de uma família do Programa Família Acolhedora. Entretanto, não foi descartada a hipótese do menino ter sido sequestrado e depois abandonado.

“Existem muitas possibilidades para o caso. Chegou até mim que a mãe tinha abandonado, mas essa criança pode ter sido sequestrada e depois largada no BRT para despistar”, ressaltou o juiz.

As câmeras que mostram a mulher embarcando com o menino em Santa Cruz, bairro onde o casal morava em uma comunidade com a criança, e a deixando com uma vendedora de uma companhia telefônica no Terminal Alvorada, já foram analisadas pela polícia. Segundo parentes, a mulher nas imagens não é Nardyne.

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