Polícia identifica criminosos que participaram de assassinato no Ceasa

Nelson de Oliveira Nogueira e Pedro Henrique de Miranda já estão presos. Operação para localizar outros participantes deixa mais de 4 mil alunos sem aula em Santa Cruz

Por O Dia

Rio - A Divisão de Homicídios (DH) da Capital identificou seis criminosos envolvidos em dois assassinatos no Ceasa, na última segunda-feira. Nelson de Oliveira Nogueira, de 18 anos, conhecido como Nelsinho, e Pedro Henrique de Miranda Franco, 19, foram presos na quarta-feira, este último por policiais militares do serviço de inteligência do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). Segundo o delegado Giniton Lages, um homem identificado apenas como Abobrão, é o principal suspeito de ter arquitetado o assalto que terminou com a morte de Mariane Santos da Silva e Antenor da Silva Rios Neto.

Nelson de Oliveira Nogueira e Pedro Henrique de Miranda foram presos na quarta. O primeiro é apontado como o autor do tiro que matou Mariane Santos e Antenor da SilvaSeverino Silva / Agência O Dia

Os policiais estão realizando nesta quinta-feira, uma operação na Favela do Rola, em Santa Cruz. O objetivo é prender Douglas Nonato Pereira, conhecido como Diná, Leonardo Dias Guimarães, o Mingau, e Felipe de Souza, o Ford, de 24 anos. Eles também são apontados pela DH como participantes dos crimes. Um outro homem ainda não identificado também é investigado.

"A ação criminosa teve a participação de pelo menos sete outras pessoas na organização do assalto. Após serem presos, eles delataram o caso e detalharam a dos ação dos demais", diz o delegado.

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Mesmo com a identificação dos suspeitos, a investigação permanece. O delegado Giniton Lages afirmou que a quantia levada pelos criminosos foi de R$ 59.700 e dividida com 14 pessoas. O objetivo, além de prender os foragidos, é saber se há participantes indiretos no crime.

"Na segunda fase das investigações, depois de identificados os criminosos, vamos atrás desses participantes indiretos do crime", afirma.

Por conta da operação em Santa Cruz, nove escolas e duas creches da rede municipal perto das favelas do Rola, Antares, Cesarão tiveram suas atividades interrompidas. Com isso, 4.556 alunos ficaram sem aula. Já a Secretaria de Estado de Educação informou que as suas unidades estão funcionando normalmente.

Marilene Santos trabalhava na empresa Trembão, distribuidora de produtos alimentícios, que fica dentro do Ceasa. Ela levando o malote para ser depositado no banco que fica dentro da central de abastecimento. A outra vítima fatal, Antenor da Silva Rios Neto, fazia a segurança da mulher. Ambos foram sepultados na última terça-feira, no Cemitério de Irajá.

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