Aliados buscam saída para Cunha

Processo contra o presidente da Câmara pode ser suspenso durante o mandato do parlamentar, garante a Constituição

Por O Dia

Rio - Aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) encontraram, na Constituição, uma saída para interromper um eventual processo contra ele. O parágrafo terceiro do artigo 53 prevê que a maioria dos integrantes da Câmara dos Deputados pode sustar o andamento de processos contra um de seus colegas. Isto, se o suposto crime tiver ocorrido depois da diplomação do acusado.

Caso o Supremo Tribunal Federal aceite a denúncia contra Cunha, qualquer partido poderá propor votação que interrompa o processo.

Por todo o mandato

Segundo a Constituição, o processo ficaria suspenso durante todo o mandato do parlamentar.

A chance

A questão é saber se colegas do presidente da Câmara seriam fiéis a ponto de aprovar uma medida impopular — a votação é aberta. Para um desses aliados, tudo vai depender da força de Cunha. Se, apesar de toda a pressão, ele continuar no cargo, terá grande chance de conseguir suspender o processo.

Validade

O apoio do PSDB a Cunha tem prazo de validade. Por enquanto, o partido acha que, apesar de tudo, ele ajuda a tocar o pedido de impeachment de Dilma. Mas caso a situação do presidente da Câmara se agrave, os tucanos tratarão de buscar outro pouso. Sabem que seria complicado ter um acusado de receber suborno no comando de um processo de retirada da presidenta.

Petista condenado

A 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça não aceitou recurso do deputado federal Wadih Damous (PT), um dos mais aguerridos defensores de Dilma. Ele havia sido condenado a pagar R$ 50 mil por conta de ofensas a Octavio Gomes, seu antecessor na presidência da OAB-RJ.

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